| Elenér |
|
|
| Por Artigos Valinor | |||||||||||||
| 25 de junho de 2005 | |||||||||||||
Página 1 de 11 Capitulo I
No ano 2941 da Terceira Era, Elenér foi presa por Thranduil sob acusação de conspirar com Sauron. A elfa trabalhava no castelo e foi surpreendida inúmeras vezes perto de Dol Guldur. Quando o Conselho Branco expulsou o Senhor do Escuro de sua moradia temporária, a jovem foi encontrada desmaiada no campo de batalha e condenada. No início da Quarta Era, Legolas, senhor de Ithilien, viajou com Gimli para o norte. O anão dirigiu-se para Dale e o elfo, para a Floresta Verde. Lá chegando foi ter com Thranduil: ― Elen síla lúmenn’ omentielvo. ― Meu filho, sua voz alegra meu coração. ― Senhor, alegria maior é vê-lo bem. A conversa foi interrompida por Galion, mordomo do rei, que anunciou: ― Senhor, Elenér está desmaiada no calabouço. ― O que?! Élen ainda está aqui! Meu pai, já fazem 100 anos, vamos vê-la. Legolas tornou-se um senhor amado e respeitado em Ithilien. Ficou mais sensato e sábio e desenvolveu a telepatia élfica. Por ser um senhor bom compadeceu-se pela cativa. Élen, por sua vez, desenvolveu ao máximo suas habilidades e, enquanto seu coração se tornava duro e frio como mithril, seu conhecimento sobre a mente humana e domínio das emoções aprimorou-se. Assim, ela foi capaz de simular um desmaio e quando a comitiva chegou ela já se encontrava lívida sentada em uma cadeira. ― Legolas?! Sabia que alguém importante havia chegado, mas, com todo o respeito, não esperava que fosse você. ― Como está Élen? - o rosto e a voz do elfo tornaram-se graves. ― Estou bem. Estou melhor. ― Está muito pálida. - Legolas já estava dentro da cela e tocando sua mão completou - e fria. Élener sorriu. ― É a falta de sol. ― Há quanto tempo não sai. Outro sorriso. ― Uns dez anos. A segurança melhorou depois que Gollun fugiu. Ele se perdeu com o Um Anel, não foi? ― Sim, como sabe? ― Apenas sei. ― Consegue, então, ver o futuro? ― Prever. Qual seria a graça se eu soubesse o que ia acontecer? Thranduil assistia esse diálogo em silêncio. Nunca vira seu filho com um olhar tão penetrante e a dama tão séria. Dir-se-ia que se passava uma guerra entre eles. E, realmente, eles diziam muitas coisas sem que ninguém ouvisse: ― Faz um bom tempo que não nos vemos, Élen. ― A culpa não é minha, sabe disso. Aprendeu telepatia élfica, muito bem. ― Não seja irônica. ― Desculpe, não é divertido brincar com os guardas. ― Sim, deve ser muito mais divertido brincar comigo, mas não faça isso. ― Muito bem. O que quer? ― Estive pensando em levá-la para Ithilien. ― O que? Por que? ― Ora, não posso ter o prazer de sua companhia? ― É você quem está sendo irônico agora. ― Verdade. Está nervosa comigo? ― Não, meus problemas são com seu pai, não com você. Sabe disso. Por que quer me levar para Ithilien? ― A sombra já passou, não há mais motivo para Prendê-la. está aqui há muito tempo. ― Servindo a Sauron não imagina o estrago que faria nos seus bosques. ― O fato é que nunca assumiu sua culpa? Tem como provar que é inocente? ― Acredita que sou inocente? ― Talvez. Pode me convencer? ― Poderia, se Gandalf, Sarumã, Elrond e Galadriel ainda estivessem na Terra-Média. Legolas se levantou, porque até então estivera abaixado a altura dos olhos da elfa. Voltou-lhe as costas dizendo: ― Verei o que posso fazer por você. |
|||||||||||||
| Última Atualização ( 24 de novembro de 2005 ) | |||||||||||||
| < Anterior | Próximo > |
|---|

