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Like a Bird - Parte 15 Imprimir E-mail
Por Artigos Valinor   
25 de junho de 2005
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Like a Bird - Parte 15
Página 2
Um suspiro. Um suspiro cansado... O único som causado por algo vivo a ser ouvido por ali. Estava cansado. Deitou-se, suspirando mais uma vez. Terminara de arrumar suas coisas e resolvera sair para fazer absolutamente nada além de olhar o horizonte. E suspirar.
-Pare de suspirar assim, dá nos nervos. - disse a voz forte se aproximando, fazendo-o sentar-se rapidamente.

-Gimli, meu amigo-o elfo sorriu, olhando para o anão se aproximando, atrás de sua cabeça.

-Olha, legolas, eu já agüentei bastante das suas esquisitices élficas, mas isso está muito aquém do que se espera de qualquer um da sua espécie. Você nem me ouviu chegando.

Ele sorriu, quase sem jeito - Você sabe, eu não sei. Distrai-me com o crepúsculo.

-Não, você não se distraiu com o crepúsculo.- o anão se sentou ao lado dele na grama -Você se distraiu com seus pensamentos sobre uma menina humana.

-Tornou-se adivinho agora?

-Quando se faz do jeito certo não se chama de adivinhação. Mas a verdade é que está escrito no seu rosto. Ainda não fizeram as pazes?

-Não exatamente.... - ele respondeu, deliberadamente vago.

-Isso quer dizer que não.

-Não. - ele olhou para o amigo anão, um tanto irritadiço com o ar de deboche que este tinha - Nós não brigamos, se quer saber. E você e Aragorn vêm falar comigo com um ar de sabe-tudo quase ofensivo, criança, não vivi o dobro que você, ao mínimo?

-Mas você é jovem para um elfo. E em certas situações, age como se fosse ainda mais jovem. Meu caro, meu espírito é mais maturo que o seu, pois já conheço o amor e a admiração platônica há algum tempo, e para você eles são novidades.

-Ela é uma criança humana, Gimli, isso não está certo. De qualquer modo, ela confia em mim. Ou confiava, já nem sei.- ele respondeu, sem olhar para o amigo, especialmente concentrado na aquarela do pôr-do-sol.

-Ouça-me....- Gimli disse -Eu sei que jamais voltaria a chamar algo de belo, a menos que se referisse á Senhora da Floresta Dourada, Lady Galadriel. Mas gosto daquela menina, apesar dela ser meio voluntariosa e intempestiva, e às vezes uma verdadeira pestinha, ela gosta muito de você, Legolas, muito mesmo.Belo também é a harmonia entre vocês dois.

-Você acha?- ele se virou para o anão -Você me anima dizendo isso, meu amigo. Suas palavras quase cantam dentro da mim

-Você vai ver...Agora, deixe de ser tão élficamente sonhador e de ficar olhando o horizonte, pois se acha que nada tem a fazer, vá falar com ela ao menos.-

-Perfeitamente, farei isso.- ele se levantou, calmamente -Obrigado, amigo.- e desapareceu avidamente, entrando no palácio, deixando Gimli sozinho. Este retirou seu cachimbo da mala, comentando para o vento -Ora ora.... Esses dois... E deu uma longa baforada -Esses dois....

-Miyoru!- ela ouviu chamar, então se voltou. Estivera sentada entre os halls de pedra do palácio, pensando, quando ouvira a voz de  Legolas chamando-a. Levantou-se o mais rápido que pôde, e ficou olhando-o se aproximar, e então disse.

-Eu queria mesmo falar com você, Legolas.- ela sorriu sem-jeito -Sem motivo e impulsiva foram minhas palavras á você durante a reunião. Eu queria pedir o seu perdão.- ela se curvou, a maneira de seu povo. Legolas sorriu, e levantou-a pelos ombros.

-Sim, sempre terá o meu perdão, Miyoru.- ele olhou-a nos olhos -Mas é bom que saiba que não deixarei de proteger-te mais ou menos graças á isso.-


Última Atualização ( 30 de novembro de 2005 )
 
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