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Like a Bird - Parte 16 Imprimir E-mail
Por Artigos Valinor   
25 de junho de 2005
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Like a Bird - Parte 16
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Suspirando de suas próprias esquisitices, ela voltou a observar a torre.- Como se chamava mesmo...? Awh....lembra, lembra, lembra....- ela bateu de leve na própria cabeça - Esqueci. Certo, certo...parece que essas coisinhas feias se reproduzem rápido. Quando cheguem nem eram tantos...aff....- ela abaixou a cabeça - Orcs, não é? Uruk-hais....- ela bufou. Seria muito mais fácil se eles dessem qualquer imagem de cansarem, ou de baixarem a guarda. Afinal, ela estava ou não sendo esperada? Talvez a porta da frente fosse bom o bastante. Se levantou, indo, imponente em direção á porta. Como ela esperava, os orcs e Uruk-hais pararam-na e a conduziram para dentro.

Os corredores eram negros, com pouca luz e muito, muito mal cheiro. Ela sinceramente acharia que havia um cadáver a cada esquina. Um grande e podre cadáver. De troll, preferencialmente. Mas ao entrar num corredor, seus pensamentos quanto ao mórbido cheiro se desfizeram. Esse corredor era limpo e muito bem arrumado. Ela sentiu vontade de rir ao perceber que a melhora não era muito significante. Parecia um pombal de qualquer jeito.

-Desfaça essa cara, vai se apresentar ao mestre...- grunhiu um ser que parecia humano ao seu lado. Ela fez uma cara elaboradamente irônica. Mas aceitou entrar pelas grandes portas esculpidas, tentando controlar o nervosismo. Nunca fora boa em negociações, sempre se irritara antes delas terminarem. Mas agora era diferente, não era mais uma vida. Era uma vida importante para ela, sua amiga....

Ela suspirou. Daria milhões em troca de alguém querido. Não era algo para se orgulhar, mas... a essa altura da vida, o desprezo pela humanidade se fundia com a fé, num misto de emoções bem interessante.

Tentaria meditar sobre isso mais tarde.

Agora não havia mais tempo - ela cobria em passos rápidos a distancia até o chefe.

-Então...Ai Shinomori?

-Miyoru Kazena, Senhor.

-Sim sim, eu sei.- ele disse, numa voz lenta, arrastada e forçada, movendo-se na sombra. Ela sentiu-se ser jogada ao chão, de joelhos, sem cuidado algum. A sua frente existia uma dúzia de degraus, e acima encontrava-se, numa espécie de patamar, o chefe. Encoberto por sombras que pareciam não estar ali ao acaso, parecia uma figura assustadora. Ela riria se não fosse trágico, agora, depois de grande, com medo. Mas a voz encheu o ambiente, engrolada, lenta, mórbida - Eu sei o que você quer. Quer a menina Hotaru, sua amiga de infância, não é? Eu proponho...a...troca clássica. Você por ela.


Última Atualização ( 24 de novembro de 2005 )
 
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