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A Busca dos Haradrin - Primeira parte Imprimir E-mail
Por TT1   
25 de junho de 2005
Índice de Artigos
A Busca dos Haradrin - Primeira parte
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O sol se escondia atrás das dunas de areias amareladas. Pelo menos Zakee al-Harbee assim imaginava, pois há muito tempo ele não conseguia ver direito o sol na terra de Harad. Foi assim desde que as tropas negras começaram a rumar para o norte. E pensar que aquela terra fora conhecida exatamente por seu pôr-do-sol.

Zakee era vigia da torre da Quarta Cidade, ou o que restara dela, pois aquilo era um posto de vigia transformado em sede do Quarto Reino, depois que a capital fora destruída. A Quarta Família real havia resistido às palavras ditas pelo Escuro. Mas de que adiantaria apenas uma das famílias resistir, se todas as outras se deixaram enganar pelo poder sombrio? A Quarta, acuada teve que lutar sozinha, sendo massacrada pelas forças negras. Com seu rei morto, sem herdeiros e com seus tesouros perdidos, seus habitantes e os que sobraram da guarda real tiveram que se refugiar ali, naquele antigo posto, e esperar o derradeiro golpe de seus inimigos. Mas ele milagrosamente não veio. E os sobreviventes viram as tropas negras marcharem apressadas p/ o norte. Agora a sombra pairava sobre a cidade. Até ali aquele tinha sido um turno calmo e Zakee ansiava que alguém viesse logo tomar seu lugar na torre. Foi quando ele viu um homem correndo � cavalo vindo em direção ao portão. Ele desmontou apressadamente e correu esbaforido ate o pé da torre em que Zakee estava.

- M.. u...ak - tentou dizer o homem sem fôlego.

- Fale direito, homem! - gritou Zakee

- MÛMAK!!! - bradou o homem surpreendendo Zakee, que por um tempo ficou parado sem ação, mas depois falou: - Quanto tempo até chegar aqui?

- Uma hora, duas no máximo – finalizou o homem meneando negativamente a cabeça, ainda recuperando o fôlego.

Zakee fez sinal para abrirem o portão enquanto tocava sua corneta de marfim. Três toques longos e toda cidadela começou a se mexer. Quando de tratava de mûmakils em debandada era preciso agir rápido, ou a cidade poderia acabar debaixo das patas dos animais. Rapidamente os homens foram para fora da cidade e se puseram a puxar cordas e a mover alavancas e roldanas. Zakee agora podia ver uma sombra se movimentando no horizonte, aproximando-se da cidade. Lentamente pesados e gigantescos alçapões foram erguidos revelando um fosso com quilômetros de profundidade. Zakee pensava em quantos mûmaks haviam perecido naquele fosso. Ele sabia que a história da criação de fossos como aqueles havia se perdido nos Dias Antigos e que eles não mais podiam ser recriados.
A tensão da cidadela aumentava. Pessoas se aglomeravam nos muros da cidadela. A maioria ali nunca havia visto uma debandada de mûmakils, mas Zakee já, e não era uma visão nada bonita. Agora era possível ouvir os gritos dos animais e já e podia sentir o chão tremendo. Para ele, aquilo só iria piorar. Os gritos aumentaram. Só era possível ouvir alguém falando se a pessoa gritasse. As estruturas da torre balançavam. O vigia agora se preocupava se a torre
agüentaria.
Já não se podia ouvir nada além dos sons das patas e dos gritos dos mûmakils. Eles se aproximavam da cidade numa velocidade espantosa. Estavam a menos de três km, dois, dois e meio... A maioria das pessoas que havia se juntado p/ ver o macabro espetáculo fugia agora, aterrorizada. Pareciam não confiar na capacidade dos fossos. Zakee por um instante também duvidou, mas então o primeiro mûmak caiu. As pessoas corriam. Se pudesse ele também iria embora. Não que ele também estivesse com medo, mas não era nada agradável ficar ali...



Última Atualização ( 02 de setembro de 2006 )
 
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