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A Busca de Narya Imprimir E-mail
25 de junho de 2005
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A Busca de Narya
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Encontros

O sol despertou mais fraco. As gotas de orvalho da noite anterior ainda escorriam pela floresta. A neblina, aos poucos, foi se dissipando mostrando as belezas da Floresta Dourada.

Em sua modesta casa, Fingol acordou ansioso com o novo dia. Eldarion, o Rei dos homens, incumbiu-lhe a missão de resgatar Narya, o anel do fogo que pertencia a Gandalf e que este o perdeu na última batalha nos campos de Dagorlad.

Fingol, primeiro marechal de Gondor, foi ao encontro de Eldarion como lhe foi pedido.
Os guardas abriram os portões do palácio. Nenhum ranger foi ouvido. Apenas luzes douradas tocavam seus dedos no chão de pedra da entrada. De dentro, uma mistura de pão e mel, chegou ao nariz de Fingol que sorriu com prazer.

--- Bom dia meu Rei. – Fingol ajoelhou-se e quase tocou sua testa no chão.

Do trono adornado com ouro e pedras preciosas, Eldarion, herdeiro de Elessar, levantou-se. Andou em direção a Fingol, ainda ajoelhado. Luzes que passavam livremente pelas abóbadas cintilavam sua armadura que trazia o símbolo dos homens de Gondor no peito. Uma árvore branca. A primeira plantada nas terras dos homens.

Chegando aos pés de Fingol tocou-lhe o ombro esquerdo.

--- Levante-se Fingol, primeiro marechal de Gondor! – Fingol subiu seu olhar em direção ao rei que se portara à sua frente como os antigos senhores – Você não precisa fazer isto. Levante-se Fingol! – falou mais forte – E vamos fazer o desjejum. Quero você bastante forte este dia. Pois uma grande viagem deverás fazer.

Fingol ficou de pé. Eldarion conduziu-lhe até a mesa, e lá, comendo um banquete de desjejum, o rei contou-lhe toda a história de Narya, desde sua fabricação, passando pela história de como Gandalf o conquistou, até a sua perda.

O primeiro marechal escutou tudo com bastante atenção, exceto quando Eldarion parava para beber e aproveitava para comer um pedaço de lembas com manteiga.

--- Fingol! – continuou – Agora preste bastante atenção! Quero que viaje até Bri. Terás água e comida que poderás viajar até além mar. Lá deverás ir até o Pônei Saltitante. Seis guerreiros, Ceblanth, um elfo. Glóin II, filho de Gimli. Tyrro, um grande marinheiro. Beorn, um dos meus melhores guardas. Nileth, uma bela elfa silvestre. Cuidado com ela. – brincou – Exímia arqueira. E por último, mas é pelo qual tenho mais em conta, Bean Tûk, um hobbit, um pequeno. Será de grande utilidade se precisar "pegar" alguma coisa "emprestada".

--- Mandei Beorn na frente para recrutar os melhores de toda a Terra-Média. Já devem estar chegando em Bri. Vá agora. Temos receio de que Narya caia em mãos erradas. Vá agora e que Isildur esteja com você.

Eldarion tirou sua espada da bainha. A espada-que-foi-forjada, Narsil, reluziu à luz do Sol e mostrou toda beleza de Gondor. Colocou-a à frente de seu rosto e Fingol, primeiro marechal de Gondor, foi em direção ao norte com toda velocidade. Em menos de cinco minutos Eldarion via apenas um ponto branco no horizonte em direção ao seu incerto destino.

--- Gostaria eu de poder ir nesta busca. Gostaria muito. – Pensou. Virou-se e foi em direção ao interior do palácio com o rosto e corpo fracos.
--- Mas Gandalf mandou ficar aqui. – Neste momento a voz de Arwen, Rainha de Gondor, produziu sons que fez Eldarion sorrir novamente. – Você é Rei agora. O mal foi extinguido para sempre. E além do mais Fingol é um ótimo Marechal.
Eldarion olhou para Arwen e sorriu para ela. Virou-se e dirigiu-se a seus aposentos.
--- Se precisar de mim – disse com pesar – estarei dormindo.
--- Sim meu filho.

Arwen concordou, mas ficou estranhamente com aquele olhar. Foi em direção aos jardins e lá ficou pensando e observando as cores e sentindo os cheiros de bétulas, jasmins entre outras milhares de belas flores.

Fazia tempo que Gondor não sentia tamanha paz. E como diziam as antigas lendas "Se há grande paz pode haver, em algum lugar, grande temor".

Fingol já estava no seu segundo dia de viagem e o trote nem o tempo mudaram. No fim do segundo dia montou acampamento ao lado do Grande rio. Agora faltavam apenas mais três dias de viagem.

Encostou-se em um tronco após ter comido pão-de-viagem com manteiga, bacon, salsicha e muita cerveja. Caiu num sono profundo, mas atormentado. Sonhou que estava em algum lugar de Isengard. De longe podia avistar Orthanc envolta de neblina. Ouviu barulho de martelos e bigornas, Seus pés começaram a ir em direção da torre. Não podia controlá-los. Ao chegar mais perto viu que toda a Floresta Vigia, outrora chamada de Fangorn, estava destruída. Ajoelhou e chorou pela a morte das velhas árvores que destruíram Isengard. Derrepente seu corpo começou a flutuar e ir em direção à mais alta das janelas da torre. Quando parou viu uma silhueta envolta de muitas cores. Uma poderosa voz, parecida com um trovão, saiu de dentro da torre.

--- Assim será!

Fingol começou a cair lá do alto vendo que Orthanc estava inteira novamente. Acordou. Respirava com dificuldade. Ofegando levantou-se. Encilhou seu cavalo e no meio da noite saiu em disparada com apenas um pensamento.

--- Preciso chegar em Bri. E rápido.

Com algumas palavras à orelha de Litor, seu cavalo zuniu como uma flecha em direção do norte.
Os últimos três dias de viagem foram tranqüilos para Fingol. Cavalgou sempre à margem do Anduin. No quarto dia chegou à Valfenda, outrora povoada pelo belo povo élfico e governada por Elrond, agora está abandonada pelo motivo da volta do povo dos elfos para o Oeste. Mas ainda mantém suas belezas. Pode-se ver algumas casa sobre as árvores e no meio da floresta a mesa e os assentos onde os povos livres da Terra-Média decidiram o destino do Um anel.



Última Atualização ( 30 de novembro de 2005 )
 
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