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Rivendell Imprimir E-mail
Por TT1   
25 de junho de 2005
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Rivendell
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Bilbo Bolseiro deu um longo suspiro de satisfação e acomodou-se melhor no grande banco de madeira em que estava sentado. Fazia uma tarde magnífica de sol, embora naquelas duas semanas houvesse descoberto que dias agradáveis eram uma regra por ali, na Última Casa Amiga.
Desde que chegara com Gandalf e os anões, não se lembrava de haver se sentido tão bem, não contando com sua confortável toca é claro.
Na verdade ele quase conseguira se esquecer por um tempo de sua louca aventura e se de repente alguém lhe dissesse que deveria morar ali para sempre ele não teria se incomodado.
Seres magníficos aqueles elfos. Nunca paravam de cantar ou se divertir. E a comida então? O hobbit se sentia com a disposição ótima sempre que estava tão bem alimentado.
E vagando pelo vale encontrara aquele nicho encantador em meio a um bosque iluminado pela luz do sol.
Agora ele estava quase adormecido após uma lauta refeição, com as imagens doces de seu Condado rondando os pensamentos, quando foi despertado bruscamente pelo farfalhar das folhagens. Deu um pulo, o coração batendo rápido, quando se lembrou que nada poderia lhe fazer mal ali, na casa de mestre Elrond. Olhou ao redor e então finalmente viu o responsável pelo interromper de seu cochilo.Uma criança élfica!
Ela estava meio escondida pelas samambaias, mas olhava para Bilbo com enormes e escuros olhos arregalados. Então nosso hobbit sorriu encorajador e disse de modo cortês:
-Salve amiguinho. Você está sozinho?
Ele estava intrigado, pois só agora percebeu que não avistara crianças em meio aos elfos. Estes possuíam a aparência bela e todos pareciam jovens, com uma despreocupação típica da juventude, mas eram todos adultos.
No condado a algazarra e confusão causada pelos pequenos hobbits eram por vezes de enlouquecer, embora a maioria dos adultos fosse um tanto quanto indulgentes com eles.
Talvez as crianças não se misturassem com os elfos adultos, ficando daquele lado do vale.O elfozinho ainda olhava para Bilbo com desconfiança e espanto como senão pudesse compreender que tipo de criatura era ele.
Mas provavelmente encorajado pela cortesia do hobbit, saiu do meio das folhagens e aproximou-se, permitindo que Bilbo pudesse examina-lo melhor.
Ele aparentava não ter mais que dez anos de idade, possuía olhos escuros e abundantes cabelos negros. Bilbo notou que era alto para a idade, embora fosse magrinho, e de ossos longos.
-Você é uma criança? Perguntou numa vozinha cristalina, se elevando acima do hobbit.
Bilbo riu divertido, sentando-se novamente e convidando a criança para que também se sentasse.
-Não. Eu sou um adulto. Sou um hobbit e me chamo Bilbo Bolseiro. Então não resistindo em saciar a própria curiosidade
emendou. – Eu não vi outros como você ainda, quero dizer, crianças.
-O que é um hobbit? Eu nunca vi um por aqui! Por que é menor do que eu se não é uma criança?De onde você vem? E
sem sequer tomar fôlego arrematou: - Você tem pelos nos pés!
O pobre Bilbo ficou um pouco atrapalhado por tantas perguntas e como viu que a curiosidade dele aparentemente era maior que a sua, resolveu começar ele mesmo a responder e pelo início, mas não sem antes retirar dos bolsos duas suculentas maças vermelhas, que trouxera consigo para o caso de sentir fome. Ofereceu uma ao elfozinho, secretamente desejando que isto diminuísse um pouco as perguntas, pelo menos até que ele respondesse a algumas, ficando satisfeito quando ele aceitou e começaram a comer juntos.


Última Atualização ( 02 de setembro de 2006 )
 
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