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As Viagens de Aldailis - Parte II Imprimir E-mail
Por TT1   
25 de junho de 2005
Índice de Artigos
As Viagens de Aldailis - Parte II
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6- No topo do Vento...

No dia seguinte, Alda levantou mais cedo para ver os cavalos. Para sua surpresa Aragorn estava lá muito bravo, berrando para si mesmo:
- Aquele maldito porteiro! A pé mais uma vez! Ele vai pagar por isso...
- O que adianta ficar irritado, se os cavalos já se foram? - Alda intrometeu-se - Se foi o porteiro ou não, acho que não temos nenhuma certeza. Os cavalos são de Valfenda?
- São, claro: Eles voltarão para lá. Poderemos pegá-los novamente quando chegarmos, em um ou dois dias.- Aragorn respondeu, sorrindo. - Mas isso não compensa que aquele porteiro ainda seja nosso inimigo.
- Isso mesmo...Agora, vamos voltar pra dentro para tomar o desjejum e partirmos. - Alda abriu a porta dos fundos com um gesto pra Aragorn entrar.

Esse entrou sem discutir. Sentaram-se à mesa, e mais tarde os outros se uniram a eles. Gimli quase quebrou a mesa com o machado se Lhûgëa não o tivesse segurado. Fizeram as malas o mais rápido que puderam e seguiram o caminho a pé. Andaram durante duas horas quando ficaram cansados e necessitando de descanso. Assim, pararam para fazer um breve almoço.Continuaram depois sem parar até o anoitecer. Subiram no topo do vento e ali sentaram, sem fazer fogueira, comendo tudo frio. Alda quase reclamou, mas em vez disso, preferiu sair para explorar o lugar sozinha.
Ela subiu até o terraço e observou tudo.Sem a mínima paciência de se unir a mais pessoas, sentou-se em cima de uma pedra que estava bem no centro. Lá, Alda ficou observando tudo que eles tinham passado, mas, infelizmente, a Floresta Velha cobria a vista que ela mais queria ver: A ponta do seu maravilhoso Condado. Ficou observando, tentando enxergar através da floresta, mas foi em vão.
Enquanto isso, lá em baixo os outros comiam a ceia animadamente, nem percebendo que Alda saíra.Frodo e Sam eram os que mais falavam e comiam, e Aragorn era o mais quieto, mas por dentro se divertia tanto quanto os outros. Lhûgëa e Legolas conversavam em sua própria língua, e como Aragorn não estava prestando atenção em nada, ninguém entendeu o que falavam, só sabiam que era algo engraçado. Aragorn estava preso em pensamentos. Demorou, mas ele olhou em volta e não achou Alda naquele patamar. Preocupado, levantou-se e subiu até o terraço, onde Alda sentava imóvel olhando para a Floresta.Apesar de ele ter tentado sair de fininho já sabendo que ela estava a salvo, Alda perguntou ainda imóvel:
- Por que pensamos durante toda a vida como seria ótimo viajar, e no dia em que está viajando sentimos falta de casa?
- Talvez seja porque nossos corações queiram alucinadamente tanto viajar como ficar em casa, e ambos ao mesmo tempo. - ele respondeu
- Então...Você já sentiu isso? - Ela perguntou virando-se para Aragorn
- Claro. Na minha primeira viagem, quando decidi ser um Guardião. Já havia saído de Valfenda muitas vezes, mas nunca por tanto tempo, e senti vontade de voltar. – Aragorn respondeu, indo para a pedra.
- Mas, mesmo assim você continuou viajando, não? O que o fez não desistir? - Alda se afastou um pouco suficientemente para Aragorn poder sentar.
- Continuei. Não desisti porque tinha esperança que algum dia minhas viagens fossem úteis, afinal. E, eu pelo menos acho, que foram mesmo. - Aragorn sentou-se na pedra.
- Por que você acha, não tem certeza? - Alda perguntou com grande curiosidade
- Para alguns, não fui de serventia alguma, como no dia em que Boromir pereceu. Para outros, cheguei a salvar vidas, como na Batalha do Abismo de Helm. Fiz muitos amigos, e, também, alguns inimigos. Mas isso para mim era o de menos, sempre quis ajudar as pessoas... - ele respondeu, olhando para as estrelas.


Última Atualização ( 02 de setembro de 2006 )
 
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