| A passagem de Gelo |
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| Por Artigos Valinor | ||||
| 25 de junho de 2005 | ||||
Página 1 de 2 Os noldor, agora, tentavam traçar seu próprio destino. Deixando Aman para trás, junto com parte de seu povo e os Valar, e chegaram ao norte de Arda, liderados por Fëanor, Espírito de Fogo. Ao subir no topo de um morro, o gelo surgiu. Não sabiam sua extensão, porém, não ousariam atravessa-lo. Era fim de tarde, e para resolver os passos seguintes, se reuniram Fingolfin e Fëanor, ambos com seus filhos. Fizeram uma roda e no centro da circunferência torta, começaram a discutir qual caminho tomar e como faze-lo, já que não havia embarcações suficientes para todo o povo que os acompanhara até então. A noite caiu, a escuridão cobriu tudo e finalmente os noldor começaram a sentir falta de Amam, a terra sagrada, onde derramaram sangue de seus irmãos. O cansaço era visível em cada alma que estava acordada naquela reunião. Para encerrar, Fëanor se impôs e falou alto: - A derrota é clara em seus rostos. Descansem agora antes que o sono cubra suas almas. Deixe que suas embarcações fujam para terras distantes e não voltem. Deixem que percorra todo o oceano que existe dentro da cabeça de vocês para amanhã sabermos qual caminho tomar, ou até antes disso. - deu uma risada sarcástica, separou-se da reunião e sentou-se encostando-se em uma alta árvore. - Que tenham uma boa noite! Fingolfin, desconfiou da palavra de Fëanor e mandou um de seus companheiros que vigiasse cada passo e cada movimento que o meio irmão fizesse. Cada hora que se passava ficava mais frio, mas o vento ajudaria aos barcos. Fëanor, aprontou os barcos naquela madrugada e ao perceber q estava sendo observado falou: - Ó camundongo que me espia, que segue meus passos, uma coruja comum pode não ver seus movimentos, mas uma coruja abençoada por Eru, cuja coragem é grande, não necessita de movimentos para saber que há um camundongo atrás da árvore. Mas se ele for rápido o bastante e fugir, talvez a coruja não o persiga, mas pelo contrário, poderá até poupar sua vida ,não deixado que pereça no frio, se juntar-se agora a meu povo. O elfo saiu de trás da árvore e entrou em um dos barcos. - Eu escolho ir convosco, Espírito de Fogo. Fëanor conferiu se seus companheiros fiéis e seus filhos estavam a bordo e foi o último a embarcar. No meio do caminho, segurou o elfo traidor pelo pescoço e degolou-o com uma pequena faca que trazia no bolso. - Não levo vestígios do passado que possam no futuro me trazer preocupações, traidor. - Jogou o corpo na água. Maedhros, seu primogênito, olhou-o com olhos de decepção, mas não deu muita atenção. Ao chegar em terra firme, desembarcaram e Maedhros correu ao pai: - E agora, quem mandaremos de volta para pegar os outros? Não sei quem se oferecerá para tal trabalho. E quem traremos primeiro? Fingolfin, seu meio irmão junto com seus filhos e Fingol, o Valente? - Hahahahahahaha! O que deixei para trás é poeira, poeira de um fogo que se extinguiu e impregnou a todos nós. Se queremos crescer, teremos que fazer um futuro só nosso. Só com vencedores, corajosos e decididos. Não quero fantasmas dos Valar nos perseguindo. Queimem os barcos, queimem todos! De agora em diante, seremos um povo separado, um povo cuja ira superará os Valar! Somos filhos de Iluvatar, o grande! - Ergueu as mãos aos céus enquanto a fumaça passava por entre elas e subia cada vez mais alta. Maedhros se isolou, então e desconfiou de seu pai. O sol nasceu, Fingolfin foi o primeiro a dar falta de seu meio irmão, e na costa ocidental, ele gritou, pelo rancor e raiva. Queria vingança e prometeu a si mesmo que levaria os outros à Terra Média. Não sabia como ia faze-lo. Mas Galadriel e Finrod, descendentes de Finarfin, ofereceram-lhe ajuda para guiar os outros. |
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