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A Volta dos Três Caçadores Imprimir E-mail
Por TT1   
25 de junho de 2005
Índice de Artigos
A Volta dos Três Caçadores
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Edhelwen acordou com os primeiros raios de sol da manhã. Saltou da cama, abriu a porta do seu quarto e depois de olhar para os longos corredores vazios, correu até o quarto de Emeliel. Ela ainda dormia. Aproximando-se devagar da cama, acariciou os longos cabelos escuros da irmã e disse, suavemente:
- Acorde, Emeliel! Temos muito a fazer hoje! É dia de festa! Vou acordar Eldarion. – e saiu em disparada.
Do lado de fora do palácio, o povo de Gondor trabalhava desde a aurora. As mulheres preparavam a comida e os enfeites, enquanto que os homens montavam mesas, erguiam estandartes e cantarolavam antigas canções da Guerra do Anel. Tudo para celebrar os cinqüenta anos da coroação do Rei Elessar.
Gondor jamais conhecera tamanha prosperidade como no início da Quarta Era. Aragorn Elessar era um rei muitíssimo amado e respeitado, bem como sua rainha Arwen Undómiel, em cujo rosto permanecia a beleza élfica e sabedoria de muitos anos. Os três filhos, Eldarion, Edhelwen e Emeliel eram belos, inteligentes e doces. No entanto, o mais velho, Eldarion, do alto de seus treze anos, já tentava se comportar como herdeiro do trono, e acompanhava seu pai em diversas tarefas do dia-a-dia. Já as moças, de dez e oito anos, ainda estavam entretidas com as brincadeiras de infância, mas sabiam agir como verdadeiras princesas quando necessário.
Depois de praticamente acordar a todos na residência real, Edhelwen finalmente correu até o aposento dos pais, onde abraçou o pai calorosamente.
- Com o entusiasmo destas crianças, certamente a festa será um grande sucesso. – disse Aragorn, rindo.
- É verdade. Há dias que elas não falam em outra coisa. E de fato é um motivo de grande orgulho. – disse Arwen, beijando a testa do marido.
- Encontrei Thibolt e os outros guardas no corredor, papai. Pediram para avisar que está tudo pronto, e que os convidados começaram a chegar. – disse Edhelwen, ainda saltitando pelo quarto.
- Ótimo, pequena informante. – disse seu pai. – Então vá e se apronte com seus irmãos. Ao meio-dia temos que estar no terraço principal.
Quando a família real surgiu, imponente, elegante e alegre, no terraço, foi saudada com grande alegria pela população e pelos convidados de honra do rei, que estavam em uma ala separada. Entre eles, o elfo Legolas e Gimli, o anão, seus grandes amigos dos tempos da Comitiva do Anel, que eram visita sempre constante e muito bem-vinda na Cidade. Lá estavam também o Rei Éomer, de Rohan, com sua esposa Lothíriel e o pai dela, o príncipe Imrahil de Dol Amroth. Os filhos de Elrond, Elladan e Elrohir, também estavam presentes, em seus últimos anos de Terra-média. Algumas ausências foram notadas, mas foram totalmente justificadas. O Regente de Ithilien, Faramir, não pôde comparecer, pois sua esposa Éowyn de Rohan, estava no último estágio da gravidez, e seria arriscado tirá-la de casa. Já os hobbits e também companheiros do rei, Meriadoc, Peregrin e Samwise, ficaram retidos no Condado para ajudar vários hobbits desabrigados após uma grande tempestade. Mas todos mandaram vários presentes e cartas em homenagem a Aragorn e sua família.
O dia inteiro foi passado em intensa alegria, com fartura, música e dança, e com o cair da noite, os amigos de Aragorn foram convidados a passar alguns dias no palácio. Foi servida uma pequena ceia, onde todos conversaram alegremente. Legolas contou que passara uma temporada em Eryn Lasgalen, com seu pai Thranduil. Gimli estava tentando livrar Moria dos orcs que haviam restado lá. Mas Aragorn, sempre perspicaz e atento às emoções alheias, logo sentou-se ao lado de Éomer.
-Meu amigo, sinto que embora tenha tentado disfarçar, há algo que o aflige. Vejo em seus olhos e seu rosto, ainda que você tente suavizá-lo com sorrisos.


Última Atualização ( 02 de setembro de 2006 )
 
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