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Like a Bird - Parte 17 Imprimir E-mail
02 de agosto de 2005
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Like a Bird - Parte 17
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O suor escorreu pela face ferida, misturando-se com o sangue e, deslizando pelo rosto, caiu finalmente no chão.Hotaru imaginava se, em qualquer lugar, Ai estava passando por algo semelhante. Não, se ela tivesse sorte. Tudo que ela queria era Ai solta e forte, para vir soltá-la. Era humilhante e difícil de encarar, mas era verdade. Ai era seis anos mais nova que ela, e durante anos sua melhor diversão fora chamá-la de pirralha.E provocá-la até que ela fosse correndo e chorando para os pais. Daí, ela e Kenji estariam em apuros...

Ela deu um riso exausto. Bons tempos. Sem prisões úmidas e fétidas, sem algemas e correntes, sem sangue e cabelo colados no rosto de forma nojenta.

A menina tipicamente japonesa preferiu voltar seus pensamentos pra Ai. Ai Shinomori, primogênita dos chefes do atual maior clã do Japão.Antes do grande massacre, eram todos crianças e felizes. Depois Ai, órfã, resolveu aperfeiçoar suas técnicas de lutas, até se tornar a assassina mais refinada do país. Estava protegida pelas esferas políticas e econômicas de todo país e do continente também. Mas quando demoravam para achá-la, viviam ela mesma, Ai e Kenji pelas cidades, divertindo-se, feito delinqüentes.

Ai. Seu nome significava amor, e isso parecia evocar todas as reações primitivas nos homens. TODOS a amavam, cedo ou tarde. Mas Ai não amava ninguém. Circulava impunemente entre seus enamorados, dando sorrisos a uns, tenções a outros, carinho, quando muito, afeto sincero e desinteressado. Mas não amor. Nunca amor. Podia mover-se num ritmo frenético e numa naturalidade alucinante entre uma paixão e outra.

Mas essas nunca eram os homens em si, no máximo o que eles pudessem lhe ensinar. Fosse a pintar, lutar, fosse sobre civilizações antigas ou arquitetura. Ela se apaixonava pelo conhecimento, não pelas pessoas.

Mas as pessoas se apaixonavam por ela. Os seus corações começavam a girar por causa de Ai, começavam lentamente, até adquirir uma velocidade insana, e a exclusão de tudo mais. Fora assim com ela. E com Kenji. E todos os outros.

Qualquer um, por pior ou melhor que fosse, acabaria se apaixonando por Ai. E amando-a incondicionalmente. E seguindo-a para onde diabos ela resolvesse arrastá-lo. Do cume ás profundezas, eles iriam atrás. Como cachorros sem dignidades que eram.

"Meu deus." ela pensou, esgotada "A que ponto chegamos...Só espero que ela apareça logo."

O pensamento que ela pudesse não vir em seu salvamento nunca lhe passou pela cabeça.

Ai tinha alguma coisa de sobrenatural.E Hotaru tinha certeza que ela não era de todo humana...

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A hobbit olhava, impressionada, a menina á sua frente. Em pouco tempo ela vira sua nova amiga aceitar as cantadas do carcereiro feito uma prostituta, afundar uma garrafa de alguma bebida na garganta dele tão fundo quando sua força permitiu, chutá-lo e a seu companheiro, prendê-los e libertara. Tudo isso sem dar um instante para que ela, Ana Monteiro, pudesse ao menos definir um pensamento a respeito dela.E agora ela vinha em sua direção.

-Venha.- a humana lhe sorriu, com olhos verdes brilhando como chamas enquanto a soltava -Não temos muito tempo. Você quer fugir agora ou vem comigo?Eu preciso pegar minha amiga.

-Você não saberia chegar lá.- a hobbit disse, esfregando os punhos machucados -Eu te levo.

Ambas saíram da cela e foram até o armário onde estavam suas coisas e mais algumas -Você sabe lutar?- perguntou Miyoru, colocando suas facas e punhais nos devidos lugares sob a roupa.

-Eu...sei atirar de arco e flecha.- Ana falou, mentindo. Ou quase. Sabia atirar. Apenas não tinha uma mira privilegiada, porque, inveriavelmente, fechava os límpidos olhos azuis quando soltava a flecha.

Miyoru subitamente jogou-lhe uma capa mofada e bolorenta sobre o corpo pequeno da hobbit, e outra sobre si mesma -Um pouco de disfarce não faz mal a ninguém.- ela explicou, arquejando, mas percebeu que sua pequena amiga tinha um corte no rosto , e enfiou a mão numa bolsa, enquanto perguntava, preocupada -Tudo bem com você Ana-san?Está ardendo?Eu vou tirar uma erva que pode cicatrizar mais rápido...- ela procurava a tal erva na bolsa

Ana a olhou de uma forma diferente, com carinho. Então pousou sua mão sobre a pálida mão de Miyoru -Você pode cuidar disso depois. Eu realmente acho melhor sairmos daqui agora.- e Miyoru assentiu.

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Todos estavam relaxando, antes da luta. Ou supostamente deveriam estar, porque a tensão era tão palpável quando a grama sob seus pés.

Todos estavam se ocupando com alguma coisa, tentando não enlouquecer pela pressão do momento. Absolutamente qualquer coisa servia. Juntar folhas, lavar a louça, contar os nós das tranças que formavam a corda, raspar o tronco de uma árvore...Apenas Gandalf estava parado, pensando. Mas suspirava a cada barulho irritante de um outro membro da sociedade. Cada som parecia afetá-lo como uma explosão, até que, ele mesmo, explodiu

-RAIOS!- ele se levantou, num estrondo - Vão todos descansar para amanhã!Vamos, é uma ordem!Deitem-se, fiquem quietos e procurem dormir! - ele ordenou de forma ríspida, e os hobbits se atiraram para seus abrigos.



Última Atualização ( 26 de janeiro de 2006 )
 
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