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Like a Bird - Parte 18 Imprimir E-mail
10 de agosto de 2005
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Like a Bird - Parte 18
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A sociedade caminhava com firmeza e sem hesitação, como se o lugar todo estivesse absolutamente sob controle. E algumas eventuais carcaças de orc, mas nada perigoso. Ana observava, surpresa, como tudo era fácil e simples com aqueles Homens Grandes....oh, nem todos eram homens, tinha quatro hobbits, um anão, e ela podia jurar que aquele loiro era um elfo, com toda a graça de movimentos e brilho. Ela se viu corar e por uma mecha do cabelo ruivo atrás da orelha, sentindo-se idiota de pensar em algo assim na presente situação.

Ela desistira de tentar atirar suas flechas há algum tempo, “Afinal” pensou "É mais provável que, com tanta gente, eu acerte um deles sem querer.” Olhando para os lados, viu que a menina Hotaru parecia ter tomado para si a responsabilidade sobre ela, já que a estava rodeando feito um urubu. Deu de ombros, e reparou logo que entraram num outro corredor, que este parecia um pouco mais ajeitado que os anteriores, e terminava em grandes portas de ferro. Então Miyoru parou sem qualquer aviso, colocando a bolsa no chão, e tirou alguns frascos que elas tinham preparado anteriormente, até achar o que queria, e recolocar os outros novamente na bolsa, com uma calma enervante.

-O que você acha que está fazendo, Miyoru?- Pippin questionou finalmente, entre o curioso e o exasperado, olhando-a passar umas misturas nas mãos e nas pontas dos dedos.

-Apenas me garantindo.- ela respondeu, antes de engolir um outro líquido com uma careta.

-Não é perigoso tomar ervas sem conhecimento?- perguntou Legolas, tomando-lhe o frasco das mãos, olhando-a discretamente angustiado.

-Não é sem conhecimento.- ela respondeu, rispidamente, mas logo abrandou
–Ah, Legolas-san, já lhes disse que é para me ajudar.- ela sorriu, quebrando o semblante do elfo.

–Vamos?- ela acrescentou, movendo-se para a porta, mas sentiu a pesada mão de Aragorn no seu ombro –Permita-me entrar na frente, filha.- a menina fez um meneio de cabeça e o deixou passar, ficando um pouco atrás. E com um forte empurrão, Aragorn abriu as portas, entrando no aposento com dignidade e majestade.

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Ele ergueu os olhos, estranhando que alguém viesse até ele sem ser chamado. E grande foi sua surpresa ao descobrir quem eram. Um sorriso desesperado tomou-lhe as feições, e ele tentou maquinar alguma coisa para fazer. Se bem que sempre tinha sua espada e bem sabia o que poderia fazer com ela nas mãos.Olhou os invasores á sua frente e se levantou, esperando.

Aragorn estava sensivelmente exalando um pouco de sua majestade, porque ninguém na sala permaneceu imune àquele ar de nobreza. E sua voz firme ressonou nas paredes calma, porém justa - Eu sou Aragorn, filho de Arathorn, Elessar e Rei de Gondor e Arnor,e senhor, esta torre é nossa.

Alguns momentos um silêncio sepulcral se instalou, antes do homem nas sombras se levantar e proclamar com um tom quase divertido -Eu reconheço sua autoridade, Senhor Elessar, mas não tenho...- ele descia de seu patamar negro de forma quase tediosa, degrau por degrau -...a mínima vontade de entregar a esta torre, ou a mim, sem lutar.- Quando finalmente se revelou, sua imagem causou contradição na sociedade. Tinha uma aparência absolutamente comum, cerca de quarenta anos, cabelos castanhos alguns já grisalhos, olhos castanhos...enfim, o que transtornava era a expressão: ele sorria. Um sorriso de puro divertimento, quase infantil, que tinha chocado quase todos os seus inimigos. E uma mais que os outros;

-A...anata...anata wa...- em um conjunto consecutivo de instantes ela expressava uma diversidade quase aleatória de emoções, passando de uma para outra num ritmo enlouquecedor. Arregalara os olhos e empalidecera, mexendo os lábios sem produzir sons.Daí passou á descrença, rancor, asco, desespero, ódio, vingança, entre outros ininteligíveis em seu belo rosto. Ela ergueu a mão pálida e abaixou a cabeça, ocultando o rosto entre as mechas negras e os dedos delgados. Segundos depois ela retomou sua postura, erguendo a cabeça, com visível calma e frieza quase glacial.

O sorriso do homem nem mesmo hesitou em permanecer, quando disse, suavemente - Creio que sim, sou eu. Sabe, eu sinto muito, muitíssimo por você ter sido mantida prisioneira, mas sabe, acho que não aceitaria de livre vontade, não é? Ah...seus olhos me deliciam. São tão, tão invulgares.- ele
abriu mais o sorriso e deu de ombros, voltando-se para os outros - Ora... vejamos. Um Rei, quatro, não, cinco pequenos..não eram quatro? Bom, um anão, um mago, um elfo... são uma armada interessante. Passaram por tantos orcs numa tentativa quase desesperada, e bem, vejamos...Vão lutar todos contra mim? Ou vão escolher alguém.

Aragorn ia adiantar-se, já com a mão na bainha da espada, mas Miyoru
interrompeu-o, com uma gelidez assustadora -Essa pergunta é desnecessária, Soujirou.Você está numa dívida de honra comigo.- e caminhou concisa e silenciosamente até o meio do imenso salão, onde parou, em posição de batalha. Parecia inflamar um quê de ódio calculista que deixou seus companheiros incrédulos.

Hotaru murmurou, em tom baixíssimo e de sério aviso: -Não interfiram. É um assunto muito pessoal.

-Se você insiste, criança...mas pense, crê que avançou tanto a ponto de me superar?- aquele sorriso dele tinha muito de renitente. Em resposta ela ergueu uma sobrancelha -Eu não tenho dúvida quanto a isso.- e ficaram se encarando por um longo tempo. Num momento que, num piscar de olhos, seria perdido, eles sacaram a espada e as cruzaram, tirando faíscas. E uma luta fantástica começou.

Ambos moviam-se em uma velocidade tão fantástica que apenas relances de seus corpos eram vistos aqui ou ali em toda a dimensão do local.As espadas batiam e ressonavam como tambores, atritos tão violentos produziam barulhos estridentes e horríveis das lâminas se estilhaçando. Os vultos eram rasgos de cores, dos cabelos negros, dos olhos verdíssimos, das roupas azuis dele. Quando o som de carne cortada se tornou real, uma cor nova entrou na mistura. Vermelho vivo. Sangue estava fluindo e sendo atirado pelas paredes, era sangue demais para um golpe. Subitamente, pararam.

Ambos estavam cansados, ambos suavam e arfavam de tal forma que acabariam com o ar da sala em pouco. E sangravam.

Soujirou apresentava um feio corte no abdome, mas nada efetivamente letal. Já Miyoru estava num estado deprimente...toda sua pele que estava descoberta estava com cortes pequenos e profundos ao longo dela, e partes em que o sangue parecia ter vindo á pele sem conseguir sair. Mesmo seu belo rosto estava escoriado, e as roupas já não passavam de trapos.

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Legolas nem mesmo conseguia se mover. Quando vira o estado de sua criança, ele sentira um instinto de protegê-la; Nada mais importava. Ele tinha até mesmo acertado Aragorn e Gandalf antes que estes pudessem contê-lo. Miyoru estava no lado oposto da sala, perto do trono, apoiando-se na espada ensangüentada, que apoiava no chão. Cada respiração forçada dela parecia tirar todo o ar de sua volta...e ele quase cometeu algo louco enquanto o imbecil, o Soujirou, falava.

-Ora..meu bem, eu lhe ensinei isso no passado! Sempre uma aluna relapsa, não? - ele tomou um ar pretensioso - Numa velocidade tão sobre-humana, o primeiro órgão que sofre é a pele. Você é uma menina, quase criança, de família nobre e pele suave. É óbvio que com a velocidade que alcançou, as partes em que a pressão sanguínea se tornou insuportável estourou. Veja, só suas mãos; que estão calejadas pela espada, não se cortaram.- ele sorriu mostrando-lhes dentes já amarelados e olhos sádicos -Você sabe que não pode lutar nessas condições, ou vai morrer de hemorragia em cinco ou seis minutos e...

-Sim, eu sei.- ela cortou, arquejando, olhando para o chão. A espada ainda era sua maior fonte de equilíbrio



Última Atualização ( 30 de novembro de 2005 )
 
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