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A Necessidade de Muitos Imprimir E-mail
Por Estelle1 e Mirkwood Cat   
07 de outubro de 2006
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A Necessidade de Muitos
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Sinopse: Quando Legolas é forçado a tomar uma decisão que poderia determinar o destino da Terra-média, o que ele fará? E quais consequências as suas escolhas terão?

Gênero: Drama / Ação / Aventura

Classificação: 13 anos

Disclaimer: Nós possuímos nada do mundo de Tolkien. Nós só pegamos emprestado de vez em quando. Nós prometemos que, assim que terminarmos, a gente devolve ele exatamente como encontramos... ou quase. Também, todas as músicas/poemas usados nessa estória pertencem a Tolkien, a não se que especificado o contrário.

 


Capítulo 1 – Atalho para o Desastre


A colina elevava-se por sobre o rio, com uma campina plana, encharcada pelos raios do sol em ambas as margens, e uma mata densa e sombreada nos seus arredores. Uma ravina estreita espreitava-se por um dos lados, o rio correndo rapidamente entre os dois precipícios. O rio era de um azul-safira brilhante, estreito quando se recurvava para dentro da campina e gradualmente alargando-se até desaparecer de vista pela ravina. As folhas novas da primavera eram verdes e vibrantes em seus galhos enquanto balançavam gentilmente com a brisa. A sua coloração era um forte contraste ao marrom das folhas mortas espalhadas pelo chão, reveladas pela neve do inverno que derretia. O céu estava azul e sem nuvens, o ar fresco e límpido. O sol apenas começara a sua descida para trás do horizonte.

Legolas olhou ao seu redor, deixando-se envolver por toda a beleza do lugar e a sua atmosfera. Ele nunca dantes tomara esse caminho para ir a Valfenda. No entanto, pelo jeito ele já iria chegar ao seu destino vários dias após o pretendido, e ele tinha certeza de que essa estrada cortaria um pouco do tempo de sua jornada. Já eram quase três meses desde que o elfo tinha visto o seu melhor amigo pela última vez, e então o mensageiro chegara à Floresta das Trevas com o convite de Aragorn para a celebração do seu aniversário, e Legolas estava mais do que feliz por poder ir. O aniversário de Aragorn era no dia primeiro de março, e Legolas decidiu chegar uma semana antes para poder passar um tempo extra com o humano antes das festividades começarem. Mas parecia que o destino não viu essa decisão com bons olhos. No dia anterior ao marcado para a sua partida, um pequeno grupo de homens chegou. E como a sorte desejou, eles foram enviados como representantes do Senhor Ceoran da cidade de Vaenyc, logo fora dos limites da Floresta das Trevas. Eles queriam uma audiência com o seu pai, e o Rei Thranduil insistiu que Legolas ficasse para estar também presente. Para ele, parecia que Thranduil gostava muito de lembrá-lo de que ele era um príncipe, e em conseqüência os seus deveres sempre deviam passar por cima dos seus desejos. Legolas detestava esse fato, e freqüentemente ficava frustrado com as pessoas do seu reino por serem um constante indicativo disso. No momento, ele estava cada vez mais frustrado com seu pai. Não houvera qualquer necessidade da sua presença durantes as reuniões com os homens de Vaenyc. Legolas havia expressado seus sentimentos sobre a questão para o Rei Elfo, e se despedira de seu pai com palavras duras. Seus olhos brilharam de raiva momentaneamente com a lembrança de sua partida da Floresta das Trevas.

O seu humor, porém, não podia ser abatido por muito tempo, e enquanto o céu flamejava com róseas, laranjas, vermelhos e ocre profundo, e o sol poente delineava as nuvens passantes com dourado, Legolas decidiu que já era hora de montar o acampamento para a noite. Ele manejou seu cavalo até uma área da planície que parecia ideal para armar o acampamento. Ele deslizou graciosamente do elegante animal e começou a descarregar o seu equipamento de sua garupa, cantando para si mesmo o tempo todo.

Adeus nós damos ao conforto e ao lar
Pode a chuva cair e o ventos soprar
Devemos partir quando a aurora surgir
Florestas e montanhas atravessar
Para Valfenda, onde vivem os Eldar
Em clareiras protegidas pela névoa...

A sua voz melodiosa soou pela clareira, e lentamente desapareceu ao final da canção. Quando tudo estava finalmente preparado para a noite, o fogo emitindo um brilho morno e confortante, Legolas caminhou até o seu cavalo. Acariciando gentilmente e carinhosamente a crina do animal, o elfo sussurrou suavemente, "Quel esta, Brethil, mellon nin. Lye caela anlema tul're, voronwer."

//Descanse bem, Brethil, meu amigo. Nós temos um longa jornada amanhã, ó fiel.//

Deixando a sua mão repousar no pescoço do cavalo por um breve momento, ele virou-se e caminhou de volta ao seu acampamento. Após fazer uma refeição leve e colocar um último galho seco no fogo para a noite, Legolas estava para se deitar no seu colchonete quando uma sensação de perigo se apoderou dele. Seu corpo tornou-se tenso e ele ficou incrivelmente imóvel, seus sentidos élficos totalmente alertas. Ele praguejou a si mesmo silenciosamente por ter deixado o seu arco e aljava com as sua adagas do outro lado da fogueira.

De repente, seus ouvidos aguçados perceberam o som da corda de um arco sendo solta, e ele rapidamente girou e esquivou-se para fora do caminho, a flecha não o acertando por pouco. A sorte, no entanto, não estava do seu lado, e uma segunda flecha foi atirada frações de segundo após a primeira. A mira desta foi certeira, e a flecha penetrou profundamente o ombro direito do elfo.

Legolas gritou, mais pela surpresa que pela dor, cambaleando para trás. Apesar de não ter sido longa, essa distração momentânea foi tudo que o seu agressor precisava. Legolas gritou novamente, desta vez por uma pancada forte na sua cabeça. Ele caiu ao chão com um barulho alto enquanto os seus sentidos o deixaram, e ele mergulhou na escuridão.


Ele observou a figura solitária atentamente enquanto ela cavalgava mais pra perto do seu território. Uma onda de esperança e empolgação passou pelo seu corpo, fazendo o seu coração bater mais rápido. Ele não esperava que o elfo pegasse esta rota mas a sorte parecia estar do seu lado neste dia. Por muitos séculos, ele havia planejado e esperado pelo momento e o lugar perfeito para por o seu plano em ação, mas as circunstâncias sempre o impediram de fazê-lo. Eles sempre ou viajavam aos pares quando se aventuravam fora das suas rotas normais ou a rota era muito longe do seu covil. Mas hoje tudo estava perfeito. Finalmente, o dia havia chegado para ele retomar o que era originalmente seu.

Os cantos de sua boca contorceram-se em um sorriso perverso e com o total silêncio de um elfo, ele cruzou o caminho por trás do viajante solitário e, movendo-se para mais perto do seu alvo, escondeu-se por trás de um grande carvalho. Uma flecha já retesada e apontada em seu arco. O elfo ficou tenso, pressentindo o perigo e ele sabia que esta seria a sua única chance mesmo percebendo que ele não tinha um alvo claro. Ele deixou a flecha voar e enquanto a primeira seta deixou o seu arco, uma segunda já estava armada e pronta. O elfo conseguiu esquivar-se do projétil que se aproximava, mas, felizmente, os seus movimentos o trouxeram a uma visão mais limpa, fazendo dele um alvo fácil. A sua segunda flecha acertou o elfo no ombro, o impacto quase o remetendo ao chão. Enquanto o elfo cambaleou e tentou restabelecer o seu equilíbrio, ele foi até a sua vítima em um instante, batendo o punho de sua faca ao lado de sua cabeça. Um grito de triunfo partiu de seus lábios, enquanto ele assistia à queda do elfo ao chão.

 




Última Atualização ( 22 de maio de 2007 )
 
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