| A Necessidade de Muitos |
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| Por Estelle1 e Mirkwood Cat | |||||
| 07 de outubro de 2006 | |||||
Página 2 de 3 Capítulo 2 – Estranhos no Escuro Legolas foi trazido de volta à consciência por uma dor aguda. Seus olhos abriram, ajustando-se lentamente à penumbra que o cercava. O lugar era escuro e úmido. Sons de água pingando podiam ser ouvidos a certa distância. Enquanto os seus sentidos voltavam ao seu devido foco, ele percebeu que estava preso a superfície rochosa de uma caverna, suas mãos agrilhoadas na parede logo acima de sua cabeça com os seus pés mal tocando o chão. A dormência dolorida nos seus dedos e braços indicava que ele estava naquela posição há algum tempo. Um pequeno fio de sangue escorria pela sua bochecha direita, vindo do corte profundo na sua têmpora, causado pelo baque que o havia deixado inconsciente. Uma luz fraca emanava de uma tocha no canto distante da sua prisão, tremulando perigosamente perto de se extinguir pela brisa fria que entrava no lugar por um túnel escuro. Uma figura encapuzada ficou de pé à sua frente, olhos vermelhos brilhando como fogo por detrás da escuridão do seu manto. A figura mais uma vez mexeu na flecha que ainda estava incrustada no ombro do elfo, provocando uma onda de dor lancinante espalhar-se pelo seu ombro, fazendo sair um gemido do ser ferido. Um sorriso horrendo formou-se nos lábios da criatura. "Ah... finalmente acordado”, disse a figura escura enquanto se movia para mais perto de Legolas. “Bem vindo ao meu humilde lar”, ele acrescentou. “Eu espero que você aprecie a sua estada”. A voz causou um calafrio descer pela espinha de Legolas, enquanto o par de olhos vermelhos observava atentamente os seus próprios olhos azuis. O seu coração batia forte dentro do seu peito e ele engoliu seco tentando ignorar o medo que ameaçava tomar conta de si. “Quem é você?! E o que quer de mim?!” Legolas exigiu com força para tentar encobrir o pequeno tremor na sua voz enquanto lutava contra a corrente que o mantinha prisioneiro, sofrendo com a dor provocada pelo metal que cortava fundo a sua já machucada pele. "Eu sou Delund”, a criatura respondeu vagarosamente, aproximando-se do elfo, o seu rosto quase tocando o de seu prisioneiro. "E eu quero o Vilya”.O odor horrendo do seu bafo provocou uma careta no elfo, e ele foi forçado a virar o seu rosto para longe de seu algoz. "Então eu não tenho qualquer utilidade a você. Eu não sei onde o Vilya está”, Legolas respondeu, esperando que a criatura de alguma forma acreditasse nas suas mentiras. A gargalhada de Delund ecoou pela grande caverna. “Não tente me enganar, Legolas Verdefolha, filho de Thranduil. Eu sei quem você é, pois tenho observado os acontecimentos em Valfenda por muito tempo. Seria melhor se aquele que tivesse adentrado o meu território fosse um dos filhos de Elrond, mas você será suficiente, pois já esperei por tempo demais”. "Lorde Elrond não abrirá mão do Vilya por minha causa!" o príncipe esbravejou, soltando um grito quando a criatura o acertou no rosto com a costa de sua mão, batendo a sua cabeça na parede da caverna. Pontos brilhantes dançaram perante os seus olhos e ele precisou de toda sua força para não desmaiar. Ele fechou os olhos com força por causa da dor e engoliu a seco quando uma súbita náusea tomou conta de si. "Elrond é um fraco! Ele não merece ser o portador do Vilya. Gil-Galad foi um tolo em passar o anel a ele! Eu deveria ser o portador e eu SEREI! E você, elfo”, Delund sorriu maliciosamente, "você será a minha chave”. "Eu prefiro morrer a ver o anel cair nas suas mãos malignas!" Legolas gritou, em seguida urrando de dor quando Delund agarrou a flecha e a arrancou de seu ombro. Um sorriso sinistro apareceu em seu rosto enquanto ele lambeu o sangue vermelho da ponta da flecha. Um calafrio passou pelou corpo do príncipe, que torceu o rosto ao sentir o sangue morno fluindo do ferimento recém-aberto pela lateral do seu corpo e pela barriga. Delund olhou com desejo para o elfo sangrando e lambeu os lábios, mas teve que reprimir suas vontades, pois tinha coisas mais importantes para fazer. Ele moveu-se em direção da tocha, e curvou-se para pegar uma caixa de madeira que estava logo abaixo. Colocando-a por sobre uma mesa de pedra a alguns metros de distância, ele abriu a tampa, expondo uma longa faca. "Minha companheira fiel”, Delund traçou a lâmina cuidadosamente com a ponta do seu dedo indicador. "A exterminadora de muitos fracos". Ele ergueu a lâmina para fora da caixa com cuidado e removeu um pequeno frasco que estava no canto interno do contêiner de madeira. Seus dedos trabalharam rápida mas cuidadosamente para abrir o frasco, sem nunca se encostarem ao líquido que ele continha, e espalhou este líquido na lâmina. "Anehpfos, um antigo veneno conhecido por poucos, e que causa grande dor às suas vítimas”.Delund trouxe a lâmina para perto de Legolas e virou a lâmina a centímetros do seu rosto, desfrutando o seu óbvio desespero. De repente, com um movimento do seu pulso, ele abaixou a lâmina, cortando através do peito de Legolas. O elfo engoliu um grito e apertou os olhos quando espasmos de dor tomaram conta de seu corpo. Uma sensação de queimação radiava do seu peito para o resto do corpo enquanto o veneno encontrava o seu caminho para a corrente sangüínea, não deixando qualquer resquício na horrível e profunda ferida. Ele ficou aliviado quando a dor não piorou e permaneceu em um nível ainda tolerável. "Não fique não aliviado, elfo”, Delund chiou, "A dor aumentará a cada ataque até que você seja consumido por ela. A cada cinco dias, pelo resto da sua vida patética, você sofrerá e irá morrer uma morte horrenda ao final de cem dias... a não ser que você entregue o Vilya para mim”.Uma risada cruel saiu de sua garganta, a voz ecoando pelas paredes da caverna escura. "Você não vai conseguir!" o jovem elfo gritou com raiva enquanto Delund se aproximou para libertar as correntes que o mantinha de pé contra a parede. Legolas caiu ao chão quando o suporte foi removido, suas pernas falhando em suportar o seu peso depois de tantas horas estando suspenso. Uma dor lancinante apoderou-se de seus braços e mãos quando o sangue voltou a correr pelos membros dormentes e ele gemeu suavemente. Sua reação involuntária arrancou um sorriso de satisfação de Delund. A criatura agarrou a frente da túnica de Legolas e o ergueu com rudeza, atirando-o para dentro do longo túnel que levava à saída da caverna. O elfo tropeçou e caiu algumas vezes durante a jornada o que o fez receber inúmeros chutes brutais no seu peito, machucando suas costelas e agravando ainda mais os seus ferimentos. Levou apenas alguns minutos para que eles alcançassem a entrada da caverna, mas, para Legolas, pareceu uma eternidade. Delund empurrou o príncipe para fora do seu covil em direção da noite escura e impiedosa. "Vá. E leve a mensagem a Elrond”, ele disse com frieza antes de virar-se e voltar para as sombras. Continua... |
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| Última Atualização ( 22 de maio de 2007 ) | |||||
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