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A Queda das Sete Estrelas Imprimir E-mail
Por Eduardo "Eregion" Almeida   
16 de janeiro de 2007
Índice de Artigos
A Queda das Sete Estrelas
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Capitulo Um

Passaram-se dezessete anos desde a morte de Talra. Lucas cresceu, assim como Geldan, sendo já quase adultos.  Ambos ainda moravam com Ariel e se dependesse dela não saíram tão cedo, pois tinha medo que lhes ocorresse algo de ruim longe de sua proteção.

No entanto os dois já eram grandes e muito difíceis de se manter longe de confusão, principalmente Lucas. Desde o fim da guerra em Varnai o numero de Viúvas aumentara drasticamente no Vilarejo. Como Lucas era um belo jovem ainda mais com o sangue quente da mãe foi fácil arranjar várias amantes.

Com Geldan não acontecia o mesmo. Não querendo dizer que não fosse belo também ou não gostasse daquilo, mas o fato era que sua cabeça voava longe o fazendo ir sempre para pradarias distantes onde vivia as mais incríveis aventuras. Assim não sobrava tempo para pensar nas elfas. Mesmo assim ainda haviam aquelas que suspiravam por ele.

 Era mais difícil se meter confusão, no entanto quando se envolvia numa fazia Ariel quase arrancar o cabelos de preocupação. Como aconteceu esse ano.

Era mais ou menos por volta da meia noite e Lucas caía de bêbado na taverna da aldeia. Em vão Geldan tentava levá-lo para casa antes de passar mal. Ele, ao irmão de criação, dizia:

- Chega, Lucas, você já bebeu demais. Vamos para casa.

- Não, vou ficar e beber mais!

De repente a porta da taverna abriu e entrou um sujeito trôpego, andava semelhante a um bêbado, mas não parecia estar e sim exausto de tal forma que suas pernas mal suportavam seu peso. Ele foi adentrando no estabelecimento e começando falar.

Durante alguns dias tenho vagado pelas Aldeias dessa região em busca de ajuda para encontrar minha filha que desapareceu na floresta de Wilol.

Os ali presentes ao ouvirem o nome do lugar sentiram um frio na espinha e declinaram com a exceção de Geldan que levantou se oferecendo. Sentia dentro dele um fogo queimando, ele o empurrava para o desafio não sabia como.

É só isso que vocês podem. Um garoto é o único com coragem aqui, bando de covardes – disse vendo que o único a levantar foi Geldan.

Lucas vendo a atitude de seu irmão levantou meio torto e segurou nos ombros dele e começou a sacudi-lo gritando:

- Enlouqueceste Geldan, seu idiota, acabaste de assinar sua sentença de morte. Tu sabes bem o que há em Wilol e conhece o destino dos que lá entram!

Geldan se livrou dos braços do irmão que sacudiam.

Eu só queria ajudar – exclamou.

- E em algum momento pensou na mãe, sabe como a faz sofrer quando se mete em encrenca?

- Até parece que apenas eu a faço sofrer e você quando some porque está com aquelas piranhas velhas!

Lucas ficou vermelho feito um tomate, irado partiu para cima de Geldan. Como estava alcoolizado foi meio atabalhoado atacar. Seu irmão sóbrio desviou facilmente de sua investida e contra-atacou com um forte cruzado de esquerda derrubando-o. Ia bater mais, no entanto para a felicidade de Lucas os elfos dali o seguraram impedindo Geldan de ferir gravemente seu irmão.

O pessoal da taverna revoltado com o sujeito que provocara a briga o hostilizou. O elfo envergonhado com que causara, falou:

Não tinha a intenção de provocar nenhuma briga e sim conseguir ajuda para encontrar minha, então irei sozinho – retirando se do lugar.

Espere eu ainda vou com você – exclamou Geldan saindo do meio da confusão e indo atrás dele.

Não precisa garoto. Fique, parece que tem tantos problemas para resolver quanto eu – disse o sujeito virando e falando frente a frente com Geldan.

Não precisa se preocupar isso é normal acontecer entre eu e Lucas – esclareceu a situação.

O elfo olhou para ele comovido pela vontade de ajudar, mas com uma expressão de negação no rosto partiu deixando a aldeia. Geldan tentou ir atrás dele e continuar negociando a ida, mas Joatez o segurou impedindo que seguisse.

Joatez era como um pai para ele, desde a morte de seu pai havia assumido a responsabilidade junto a sua mãe para ajudar a criá-lo. A amizade com sua família vinha da relação que tinha com seu pai. Assim toda vez que aprontavam lá estava ele a dar bronca junto com Ariel.

Puxou-o de volta para a taverna falando:

- Meu rapaz, não gostei nada do que fez  aqui a Lucas, ele é seu irmão não pode tratá-lo como inimigo.

- Mas ele que começou falando de mim. Disse que só eu preocupava a mãe. Esquece que ele também a perturba em seu sono com seus “encontros amorosos”.

- Em vez de vocês ficarem acusando um ao outro porque não param e respeitam mais sua mãe parando de se envolver em confusão.

Ah!, não dá para ter uma boa relação com Lucas – exclamou irritado Geldan.

Claro que dá e eu vou te mostrar isso – afirmou Joatez.

Levou-o até seu irmão que estava sentado em uma mesa da taverna. Ele dormia tranqüilamente com a cabeça apoiada nela. Joatez trazendo Geldan junto parou à frente dele e disse baixinho ao pé do ouvido:

- Veja como dá, sente-se aí e converse um pouco com seu irmão e aproveite e faça as pazes.

Joatez se virou para continuar seus afazeres, pois era o dono da taverna. Assim deixando sozinho com Lucas.

Geldan sentou na mesa e o acordou. Ele olhou cheio de sono mas raiva ainda estava em seu olhar. Levantou parte do seu corpo que estava apoiada no móvel, ficando sentado direito. Fitou seu irmão com ódio e o interrogou:

- O que faz aqui, Não satisfeito com o que fez?

- Joatez me trousse aqui para fazer as pazes.

- Que pazes?

Se não quer minhas desculpas tudo bem assim me poupa trabalho e tempo, é só falar que eu vou embora! – exclamou Geldan levantado para se retirar.

Tudo bem! Tudo bem! Eu aceito suas desculpas, agora sente! – pediu Lucas

Geldan voltou para onde estava e Lucas começou a falar:

- Eu errei a falar aquilo daquele jeito para você me perdoe, mas não podia deixar se meter em encrenca. Lembra do que aconteceu com minha mãe, Talra, por causa da morte de meu pai, se alguma te ocorre Ariel não iria agüentar e eu perderia minha segunda mãe.

Geldan ficou surpreso com a confissão do seu irmão e também confessou:

- Não pude resistir quando aquele sujeito falou daquela floresta alguma coisa me empurrou tive de levantar.

- Mas, geldan, que impulso é esse que não pode agüentar?

- Sei lá, só sei que acende um fogo em meu coração quando Wilol é mencionada. Lucas tenho que ir lá, sinto algo esquisito e para  descobrir qual o  seu significado Wilol é começo.

Seu irmão ficou parado sem nada a dizer, tentando entender direito às palavras de Geldan. Depois de alguns segundos falou:

- Como assim ir lá?

- Partir rumo a Wilol – respondeu sem medo Geldan

- Está delirando, isso é loucura.

- Eu sei, mas sinto que nossas vidas dependem disso.

- Só que se formos lá aí que não teremos mais vida. Tu sabes bem aquilo é morte certa.

Mais meu coração me empurra – retrucou Geldan.

Seu coração está louco, eu digo é melhor irmos para casa que já é tarde e nada melhor do que uma noite de sono para acalmar os desvaneios de hoje – Terminou o assunto Lucas.

Assim concluíram aquela conversa e foram para casa. Despediram-se de Joatez e saíram da taverna subindo a rua em direção ao lar. Chegaram lá estava tudo apagado significando que Ariel dormia. Entraram devagarzinho para não acorda-la. Dirigiram-se ao quarto lentamente, foram caminhando pelo corredor. Ali rapidamente tiraram os sapatos para dormir. No entanto único a dormir foi Lucas por que Geldan ficou acordado pensado, até não agüentar mais e levantar, arrumar suas coisas e partir.

Saindo ele desceu a rua e tomou a direção para Wilol. Olhou para o horizonte cheio de colinas encobertas da nevoa noturna e quis ver o paredão verde da floresta.



 
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