| A Queda das Sete Estrelas |
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| Por Eduardo "Eregion" Almeida | ||||||
| 16 de janeiro de 2007 | ||||||
Página 3 de 4 Capitulo Dois Amanheceu tranqüilo na Aldeia. Como todo dia Ariel levantou cedo para preparar o café. Olhou pela janela o sol brilhar por entre as colinas, sentiu-se bem e pensou “nada como um dia novo para renovar o animo”. Estava pondo a comida na mesa quando Lucas entrou bocejando e sentou. Olhou faminto para a refeição, mas Ariel sinalizou para ele esperar o irmão. Lucas não entendendo afirmou: - Mas ele já levantou, Ariel. - Ainda não. Levantou sim, não está no quarto – reafirmou Lucas - Que estranho eu não o vi por aqui. Deve ter tido ataque de sonâmbulo e ido dormir na sala, quer ver Lucas – concluiu Ariel indo procurar. No entanto nenhum sinal dele ali, foi no seu quarto idem, foi no quarto dos dois também nada e por foi ao quintal para ter o resultado, ou seja, nada dele em casa. Ariel voltou para cozinha e perguntou a Lucas: - Lucas o Geldan te disse se ia sair hoje cedo? - Não ele não falou nada. Ué onde se meteu esse menino? – perguntou a si mesma. Lucas começou a suspeitar para onde Geldan, só podia ter ido a Wilol. Quando tirou essa conclusão deu um soco na mesa de raiva, afinal de tinha pedido para não ir. Acalmou suas idéias e ficou a pensar. Chegou a uma conclusão, tinha que traze-lo e para isso só havia uma coisa a fazer. Levantou da mesa e foi até onde Ariel estava. Ela no fundo do quintal, se localizava, sentada em pedaço de troco com as mãos apoiando a cabeça. Pensava no paradeiro de seu filho quando Lucas chegou e falou: - Ariel por que você na vai a taverna e ver se ele está lá, talvez tenha ido cedo para lá e esquecido de avisar. Boa idéia Lucas – disse ela indo. Deu certo em sua primeira parte agora só faltava trazer seu irmão de volta. Com falsa possibilidade dada Ariel dava tempo de pegar suas coisas e partir. Assim fez, colocou tudo necessário para uma pequena viagem em sua mochila e pé na estrada. Geldan nem procurava pensar na reação de Ariel em casa. Não imaginavam sua tristeza quando soubesse de sua fuga. Apenas queria continuar andando e chegar o mais rápido possível a Wilol. Uma parte queria que voltasse enquanto outra o impelia para frente, naquele momento a parte rumo a Wilol ganhava. Sozinho seguia pelos prados sempre em direção as colinas enevoadas no horizonte. Já distante de casa caminhava por entre a pradaria verde amarelada quando parou e olhou para trás em direção à aldeia. Só a linha do horizonte aparecia, estava tão longe de casa que nem a sombra de seu lar via mais. Geldan pensou na possibilidade de nunca mais voltar, sua imaginação foi direto para a imagem de sua mãe triste recebendo a noticia de sua morte, ela tentava não acreditar, mas Joatez vinha e lhe dizia que haviam achado o corpo e o tinha reconhecido. Ariel caía de joelhos chorava de jeito melancólico e extremamente triste, mas não escandaloso naquele momento a imagem foi sumindo, sendo substituída por um cemitério onde podia ver um túmulo, o seu. Espantado com aquela visão uma lágrima escorreu pelo seu rosto e a parte que queria voltar quase venceu a que não queria. Com muito esforço deu as costas para seu lar e continuou sua estrada. Seu caminho era ir até Dateri e depois perguntar como ia para Wilol, mas primeiro tinha de atravessar aquela planície chegando à base das colinas do horizonte, isso durava mais ou menos um dia de viagem. Conhecia bem a estrada até Dateri, lembrava de muitas vezes quando era mais novo indo para lá. Algumas das vezes que brigava com sua mãe fugia para lá. Foi numa dessas que conheceu seu grande amigo Tergol. Esperava conseguir sua ajuda para chegar até a floresta. Tantos pensamentos na cabeça, tantos passos dados e havia esquecido de comer. Seu estomago gritava em sua barriga. Não comia desde ontem quando jantara na taverna, por isso estava com uma fome absurda. Por esquecimento, só tinha pegado em casa algumas maçãs. Parou e pegou duas e comeu. Elas o satisfizeram durante um tempo. Já sem fome continuou a caminhar. Agora, saindo do matagal entrou em uma pequena trilha de terra batida que poucos conheciam. Ela era um atalho para Dateri que Geldan havia descoberto numa de suas fugas. Por ele economizava um dia de viagem em relação à estrada conhecida que dava uma volta em torno das pradarias. No entanto aquele caminho era mais perigoso, pois passava pelo pântano de Flaug um lugar cheio de poças de lodo que se pisasse era tragado rapidamente para nunca mais voltar à superfície.Essa trilha há muitos anos atrás fora feita pelo povo de Harsaiü na época da perseguição aos adoradores de Fal Rah. Era um caminho de fuga dos exércitos Harsaiürianos em caso de derrota. Ele seguia ainda um tempo pela pradaria até entrar nos charcos onde a trilha ia por uma sinuosa faixa de terra firme cercada de poças. Se fosse só isso seria fácil atravessar, no entanto, o problema era que como ela era muito antiga havia partes onde o trecho firme tinha afundado, ou seja, o viajante era obrigado a saltar e ainda tinha mais havia pedaços que enganavam pois parecia seguro mas não era e se pisasse já era. Geldan estava tranqüilo sabia exatamente como cruzar aquele obstáculo, era simples nos trechos onde a distancia para saltar fosse grande era só subir numa das arvores que rodeavam a trilha e andar um pouco cima dela e depois voltar à estrada, alem disso tinha ao caminhar um galho que usava para testar o solo, assim evitando cair em pedaços enganosos. Em poucas horas atravessou Flaug, mas a parte mais longa e cansativa da viagem apenas ia começar. Nesse trecho a trilha saia do pântano e seguia pela base das colinas durante um bom pedaço até começar a subir. Naquela parte deixaria a trilha e adentraria no bosque das raposas onde ele achava realmente perigoso diferente de Flaug que apenas bastava conhecer o lugar. Já o bosque não era simplesmente conhecer o lugar tinha de ter uma boa dose de sorte para conseguir atravessá-lo. Mas Geldan era corajoso e pretendia fazer aquele caminho até o anoitecer para acampar já bem perto de Dateri, faltando apenas o trecho final. Pensando assim ele começou aquela parte. Ali a trilha deixava de ser terra batida e passava a ser pavimentada com pequenas pedras de forma quadricular. Ela ia serpenteando por entre os pés das colinas até perder de vista. Andava rapidamente queria ganhar tempo. Calculava mentalmente o tempo antes de o sol se por e chegou a conclusão de que não daria para fazer o planejado por isso aumentou o passo. No entanto parecia não dar certo, pois o dia passava rapidamente indicando em breve inicio da noite e isso era ruim. Por que se estivesse no bosque no meio da noite seria o fim. Era morte certa atravessá-lo de noite, no entanto se parasse e esperasse o próximo dia perderia o dia de vantagem e como tinha certeza que estavam a sua busca, provavelmente quando chegasse a Dateri eles o encontrariam e o mandariam de volta para casa. Não podia arriscar, de dia ou de noite entraria no bosque. Ocorreu de chegar lá quando o sol se punha. Não havendo jeito de evitar. Saiu da trilha e pisou no gramado verde da colina deparando-se com parede verde do Bosque das Raposas. Sem medo caminhou rumo a ele, iniciando assim a parte mais difícil de sua viagem. |
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