| A Queda das Sete Estrelas |
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| Por Eduardo "Eregion" Almeida | ||||||
| 16 de janeiro de 2007 | ||||||
Página 4 de 4 Capitulo Três Entrou no Bosque, a luz sumiu deixando o lugar em penumbra. Geldan caminhava muito atento e procurando fazer menos barulho possível. Não havia trilhas ali, o único jeito era seguir por entre as arvores que, aliás, eram belíssimas, todas formando uma obra de arte da natureza. Bastava observar os pinheiros, os carvalhos, as bétulas e até mesmo as flores brancas do chão balançando com o vento. No entanto existia um pesar ali, a Gangue Garbaloiü. Conta a história que o bando era um povo habitante do norte há muito tempo atrás, na época da unificação em Anfalâr. O primeiro Hazur com interesse em suas terras atacou e os expulsou para as Colinas e Bosque das Raposas. Revoltados eles formaram um grupo armado e começaram a atacar aqueles que passassem, roubando e algumas vezes até matando. Com o passar dos anos e com os freqüentes ataques aos viajantes de Anfalâr surgiram histórias de que fossem servos de Fal Rah com missão de atormentar os filhos de Al Litüe, mas tudo não passava de uma mentira. Infelizmente como quase todo mundo, Geldan acreditava nesses boatos. Isso viria a complicar muito sua vida. Com o sol já posto, sem quase luminosidade nenhuma, a não ser pela luz da lua que penetrava raramente no teto negro do bosque. Geldan continuava sua trajetória. Agora com muita dificuldade pela escuridão. Andava sempre em busca de clareiras onde procurava sempre encontrar a melhor visão para caminhar. Agora andava rumo a uma a quinhentos metros a sua frente. Ia tateando as arvores tentando sempre evitar colisões. Mas no meio do caminho esbarrou em alguma coisa e caiu, olhou para ver o que era, viu uma forma negra parada a sua frente,no entanto não conseguia identificar direito o que realmente era. Então tolamente gritou: - Servo da escuridão deixe-me passar! Levantando-se e indo a direção a forma ataca-la. Ela muito rapidamente deu um passo para o lado esquivando-se e voltando-se para ele pegando-o de costas. Antes que pudesse fazer algo a forma o imobilizou, falando: - Se tentar alguma coisa morre. Geldan ouviu e se espantou. Era uma voz feminina. Será que aquela forma era uma mulher? Ia falar quando recebeu uma pancada na cabeça e desmaiou. Acordou com uma tremenda dor de cabeça e o sol na cara. Foi tentar proteger os olhos com a mão mas não pode pois ela estava amarrada também não podia mexer o corpo por que estava todo amarrado. Localizava-se preso a um tronco fincado no chão em meio de uma clareira. Naquele momento sozinho, mas logo apareceu alguém. Era um dos integrantes do bando usava uma capa longa cor marrom meio acinzentada, ela possuía uma gola grande que tapava o rosto deixando apenas aparecer os olhos. O individuo possuía longos cabelos loiros e olho azul, armado com uma faca curta e um arco longo. O sujeito se aproximou e começou a falar: Comece a falar o que fazia aqui, antes que os outros do meu bando apareçam e você tenha um desagradável interrogatório. Geldan reconhecia essa voz. Era aquela de ontem. Tinha o mesmo tom feminino. Quem é você? – indagou Geldan. - Não importa. Diga longo o que fazia aqui? - Não sabia que na Gangue de Garbaloiü havia mulheres. - Tudo bem se não quer responder minha pergunta, vou embora e deixar que os outros cuidem de você, a escolha foi sua. A elfa de rosto coberto foi embora. Geldan ficou sozinho mais um tempo até aparecerem três sujeitos vestidos do mesmo jeito que ela. No entanto traziam um brilho diferente nos olhos. Algo de tom cruel. Entretanto quando um se aproximou reconheceu seu rosto, baixou a mascara e falou: - Geldan, que faz aqui? Ele também reconhecendo o sujeito exclamou: - Tergol? Tergol virou para seus companheiros ordenando: - Soltem-no imediatamente. Os dois sem questionar foram até Geldan e cortaram as cordas. Caiu de joelhos chão assim que foi solto, mas imediatamente se levantou avançando para Tergol gritando: - Seu traidor mentiu para mim, é um servo de Fal Rah! Não está enganado, nos não somos servos dele. - disse Tergol espantado com fúria de Geldan que se não fosse pela presença dos companheiros do outro teria o atacado. - Então se não são o que fazem aqui atacando os viajantes? - Nós não atacamos mais os viajantes inocentes. - Por que me atacaram? - Porquê achamos que fosse um inimigo. - Que inimigo está falando? – indagou Geldan intrigado. - Harsaiürianos. - Mas eles não sumiram há muitos anos? - Não totalmente, e agora estão crescendo novamente. Por isso capturamos você achando que fosse um deles. Pois ultimamente muitos têm circulado por aqui. Geldan mais calmo perguntou: - Mas o rei deles não tinha morrido na segunda batalha? - Sim, no entanto seu espírito maligno sobreviveu de alguma forma se escondendo em Wilol, Agora ele se revelou novamente para seus servos. Já reconstruindo sua Antiga fortaleza de Artua. De repente bateu em Geldan um desejo crescente de ir até Wilol. Dentro de sua cabeça ouvia cada vez mas alto uma voz o chamado: - Venha meu fiel servo, siga a escura estrada e chegue a mim. Ele olhou em volta a procura de quem partia à voz, mas não viu ninguém que tivesse dito aquilo. No entanto continuava desesperadamente a olhar em volta e nada sempre. Quando tudo começou a girar e escurer. Foi quando perdeu a consciência. Entres flashes de imagens indistinguíveis, viu sua mãe gritando e pedindo para voltar que ele não era assim antes, era bom. continua... |
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