| Um Cavalo Bravo e Um Rei |
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| Por Cavaleira Negra | |
| 25 de maio de 2007 | |
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Sinopse: Orion e Thranduil não se entendem. Conseguirá ele conquistar o coração do rei? Numa tarde de Verão, quando o dia estava a correr anormalmente bem a Legolas, este resolveu ir dar uma volta a cavalo. Tinha que aproveitar o facto de o pai não estar…
Entrou calmamente na boxe do cavalo e começou a escovar o animal.
-O senhor sabe que o Orion …
Mas Legolas não acabou, pois o pai já avia apertado a cilha da sela e colocado a cabeçada, levando Orion da boxe.
Foi nessa altura que apareceu a mãe de Legolas: Mas disse-o inutilmente, pois o rapaz avançava o melhor que podia num galope que a égua teimava em ser um trote suave. Ao fim de algumas horas, Legolas ouviu alguém chamá-lo. Parou a égua e olhou para trás: estava a ser seguido pelos gémeos e por Estel, que trotava num cavalinho gorducho e baixinho, mas maior que um pónei.
-Pensava que podia fugir, não? – gozou Elladan. Legolas sabia muito bem que se disse-se que o seu pai corria riscos de ser mandado ao chão por um cavalo o seu pai seria motivo de risada. Porém, sabia que precisaria de ajuda, pois sabia bem da força de Orion.
-O rei é meu pai, e o cavalo é o meu…
Ao anoitecer, quando os gémeos convenceram Legolas a voltar, ouviram um relincho, forte e impiedoso. Avançaram até um barranco traiçoeiro, e, lá em baixo, muito agitado, estava um cavalo branco de crineiras negras, ao lado de um elfo que esfregava o pulso, muito irritado.
-Orion! – chamou Legolas, satisfeito, obtendo como resposta uma rápida subida do animal.
-Esse cavalo vai ser abatido, amanhã de manhã. – disse, por fim Thranduil, em frente da mulher e de Elrond. Foi como se Legolas tivesse levado uma pancada no coração. Abater Orion? Porquê? O animal não tinha culpa! Nessa mesma noite, enquanto Legolas era consolado pela mãe, que estava do lado dele, um vulto aproximou-se do palácio. Era um warg, demasiado grande para poder ser abatido pelos dois guardas da entrada, que foram rapidamente mortos pelo bicho, que, de uma patada só, abriu a porta e entrou. O bom Orion, ao ver aquilo, arrancou as amarras, e, num passo cuidadoso e decidido, avançou do picadeiro até as escadas, subindo-as com alguma dificuldade, e entrando. Dentro do palácio já se instalara a confusão; os criados corriam por tudo quanto era sítio, os guardas acudiam, vinham os membros da patrulha de Legolas e de outros capitães, e, a certa altura, descer as escadas, vinham Thranduil e Elrond, seguidos de Legolas e de sua mãe, Minerva. Os vários capitães também começaram a aparecer. Um pouco mais atrás vinham os gémeos e Estel, vestidos com um pijama e desarmados. O espanto deles quando viram que não conseguiam abater o bicho nem por nada deste mundo…
Legolas interveio rapidamente, e, de uma flechada só, fez o bicho cair desnorteado. Legolas, que se aproximara para ajudar o pai, foi surpreendido, levando uma dentada no braço e sendo arremessado para cima de alguns membros da sua atarantada patrulha.
Aquilo foi demais para Orion, que, empinando-se e relinchando, saiu do seu esconderijo e deu um forte coice no warg, que, incrivelmente, bateu numa armadura que lá estava exposta, e foi espetado pela lança dela. Coxo, mas ainda voraz, lançou-se à garupa do cavalo. Legolas ao ver aquela cena, gritou: Minerva, com instinto de mãe, pegou na espada do marido, e, rapidamente, espetou-a no peito do warg, que rebolou, morto. Largando a espada, virou-se para o filho, indo socorre-lo. Isto deixou Thranduil um pouco de consciência pesada.
-Ainda vai-me mandar abater o cavalo que salvou os seus? – perguntou Legolas, aproximando-se do pobre animal para lhe acariciar a crina suja de sangue.
Thranduil olhou então para o cavalo, que metia dó.
Legolas e todos os presentes entenderam o rei. Orion poderia ficar, apesar de inactivo durante muito tempo. |
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| Última Atualização ( 25 de maio de 2007 ) |
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