| O Livro Negro de Arda - Capítulo 5 |
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| Por traduzido por Tatyana "Moriel" Zabanova | |
| 21 de abril de 2008 | |
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Continuamos a publicação da fanfic O Livro Negro de Arda, agora com o Quinto Capítulo: Criações da Solidão. Os demais capítulos podem ser encontrados aqui.
CRIAÇÕES DA SOLIDÃO. O COMEÇO DOS TEMPOS ...Os homens não virão até aqui – até a terra noturna das geleiras eternas, o imortal reinado do frio para onde ele se retirou, atormentado pela dor de Arta. Mundo vivo e jovem, que os Valar domavam, refazendo-o de acordo com a vontade e com os planos de Eru. Simplesmente como uma afiada faca corta o corpo de uma criança. Ele tentou falar, não o ouviam. Ele tentou mostrar-lhes - aqui, vejam, pois mundo existe, ele espera somente o toque das suas mãos, vocês estão despedaçando o vivo... Eles não viram. Ele falava - vocês estão matando a sua música, porque esta música - é a sua música! Eles não entendiam. Ele implorava - a quem – a quem ou a que vocês desejam adular? - vocês sacrificam os seus planos, o mais sagrado do santuário das suas almas?! Eles viraram-se contra ele. A guerra, na qual não havia vencedores. E ele quase não tinha mais forças. Também os Valar não virão até aqui - às montanhas na fronteira do reino da noite eterna de inverno. Somente a Coroa no céu: sete - fragmentos de gelo, uma - chama clara. Helgor - Montanhas de Gelo. Helgor - amargo gelo. Helgor, tristeza. Montanhas, coroadas por torres, como talhadas no gelo da noite eterna. Somente mais tarde este primeiro refúgio do Vala Escuro será chamado de Utumno; agora ninguém sabe sobre ele, e ele vaga, solitário, pelas salas subterrâneas. Novamente - só. Eles tornaram-se criações da sua solidão - aqueles, a quem os nórdicos mais tarde chamarão de Espíritos do Gelo. Ele deu-lhes o corpo de neblina gélida e asas de tempestade de neve, vestes de chamas de gelo cintilantes e frias estrelas dos olhos, pureza cristalina dos pensamentos e vozes semelhantes ao sussurro dos pedacinhos delicados de gelo e ao tinir dos galhos congelados. De alguma maneira, eles pareciam humanos, mesmo que a aparência e a essência deles fossem outros. Se os Espíritos do Gelo conhecem o amor, eles deviam amavam o criador deles. Eles raramente apareciam na morada dele - mais freqüentemente ele é que ia até eles, e o estranho mundo cintilante que eles criavam e do qual faziam parte presenteava-o com breves minutos de sossego, e a solidão o atormentava menos. Eles eram sábios e belos. Mas eles não eram humanos. |
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