| Narya - Parte 04 |
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| 25 de junho de 2005 | |||||||||||
Página 1 de 9 CAPÍTULO XVIII
Ao entrar na cozinha, Prímula notou que fora a última a acordar. Frodo, Sam, Merry e Pippin já estavam sentados à mesa, comendo o desjejum. --Dormiu bastante hoje. – Comentou Sam, ao vê-la. --É, acho que sim. – Prímula sorriu, ainda com os olhos inchados de tanto dormir. --É o segundo desjejum que tomamos. – Disse Pippin – Se não se apressar vai acabar ficando sem. – E não precisaram dizer mais nada: Prímula apressadamente se sentou à mesa, ao lado de Frodo. --Bom dia! – Finalmente disse ela. --Bom dia! – Todos responderam. --Animada para conhecer a vila? – Perguntou Merry. – Mostraremos tudo a você, se quiser. --Claro! Assim que eu acabar com essa fatia de bolo, só um minuto. --Só isso? –Espantou-se Pippin. Deveria comer mais pelo seu tamanho. --Ela come pouco, mesmo. – Disse Frodo – Não sei como não passa fome. --Gostam de biscoitos? – Perguntou ela subitamente aos dois hobbits que conhecera na tarde anterior. – Ainda tenho alguns na mochila. --Gostamos! – Disse Merry. – Gostamos de tudo que sirva para comer. --Ela pegou um pacote da mochila (que ela colocou nas costas assim que saiu do quarto) e entregou-lhes. --Isso é biscoito? – Perguntou Pippin, com o pacote na mão, virando-o de um lado para outro. --Está ensacado! – Disse Sam. – Comi muitos desses na casa de Prímula. – Pegou o pacote das mãos de Pippin e com um leve puxão abriu-o. – Pronto. Pippin experimentou e entregou o pacote a Merry, que também comeu um para experimentar. Ambos gostaram, queriam até a receita, mas Prímula riu e lhes disse que eram feitos em fábricas. --Se gostaram tanto... – disse Prímula, tirando outros pacotes de dentro da mochila – peguem mais! Tenho vários lá em casa, e custam barato. --Vai nos cobrar? – Perguntou Merry, tirando o biscoito da boca. --Não, não! Só disse que eu pagava barato. Estou dando de presente para vocês. Merry voltou a enfiar o biscoito na boca. Todos comeram bastante no desjejum, principalmente Frodo e Sam, que não comiam muita coisa desde que partiram da casa de Prímula. Depois de Sam ter arrumado os quartos, todos se apressaram para a porta; queriam mostrar toda a Vila dos Hobbits para Prímula, desde uma toca até uma pequena flor silvestre. Frodo deixou o Anel dentro de uma gaveta no criado-mudo de seu quarto. Prímula tirou uma máquina fotográfica da bolsa, o que causou espanto nos quatro hobbits. --Eu não vou a lugar algum sem minha máquina fotográfica, e acho que essa vila merece ser fotografada. – Primeiro ela tirou uma foto dos quatro hobbits, que ficaram zonzos por causa do flash. Saíram de Bolsão (Prímula teve de se abaixar novamente) e caminharam para o interior da vila. Sam mostrou a Prímula o pé de mallorn que ele plantara poucos anos antes, mas que já estava grande. Prímula ficou impressionada com a tal árvore, desde seu tronco prateado até suas folhas douradas. Tirou uma foto. Passaram também pelas muitas tocas hobbits, pelas quais Prímula quis passar bem perto, para fotografá-las. Em meio a sua caminhada turística, Prímula ficou tão ansiosa que não percebia nada que viesse por trás (se algum orc quisesse matá-la por trás, conseguiria sem nenhum esforço). Devido a isso, quando olhou para trás, viu várias crianças hobbits que estavam seguindo-a, nenhuma passava da altura de seus joelhos. Ela pediu para que Frodo tirasse uma foto dela com as crianças. --É só apertar o botão vermelho. – Explicou. Prímula agachou-se entre as crianças. Frodo olhou pelo buraquinho e apertou o botão vermelho. As crianças adoraram o flash, e ficavam dizendo que Prímula tinha coisas mágicas, era algum tipo de elfo ou uma feiticeira. Ela levantou-se e tirou alguns pacotes de bolacha (os que ela não dera para Merry e Pippin) da mochila e entregou às crianças. Elas saíram correndo brigando pelos pacotes, agradecendo Prímula, chamando-a de Moça Grande. Depois de um dia cheio de visitas e fotos, Prímula, Frodo, Sam, Merry e Pippin voltaram para Bolsão exaustos de tanto andar. Cearam fartamente e, depois de um bom banho, foram dormir. Prímula estava tão feliz e excitada que demorou para pegar no sono. Ficou pensando em tudo que conhecera. "Henrique gostaria de ver as fotos." Pensava. "Será que está tudo bem com ele?" "Estou com saudades." E pensando nisso adormeceu. |
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