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Glória e Angústia - O Conto de Fëaruin, o Noldo Imprimir E-mail
Por Artigos Valinor   
25 de junho de 2005
Índice de Artigos
Glória e Angústia - O Conto de Fëaruin, o Noldo
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Capítulo Primeiro: Valinor e a Primeira Era do Sol

Num dia de primavera valinoriana, nascia, sob a luz das Duas Árvores no Reino Abençoado o filho de Nolwë, um grande senhor entre os noldor, aparentado com o próprio Rei Finwë. Nolwë encantou-se com o filho e viu nele uma força secreta; nomeou-o, então, Fëaruin, Fëarúnyo na forma plena, ”Espírito de Chama Vermelha”. Fëaruin cresceu belo e forte, e era um dos mais poderosos dos noldor fora da Casa de Finwë. Ele vivia em Valinor juntamente com os outros Primogênitos, e quando já havia quase atingido o auge de sua forma física, a mãe de Fëaruin chamou-o Amanon, “Livre do Mal”. Desse nome Fëaruin gostava muito, e o adotou como segundo nome, mas por ele era pouco chamado.

Como fruto da união de poderosos senhores noldorin, sendo seu pai grande amigo e discípulo de Aulë, Fëaruin era bastante hábil nas artes e em todos os ofícios, sendo um grande mestre artífice, principalmente na forjaria, pois era ele mesmo grande entre aqueles a quem Aulë ensinava, e dos noldor, apenas Mahtan, pai de Nerdanel, ocupava maior espaço do que Fëaruin no coração do Vala.

Fëaruin era um elfo notável; muito sábio e forte, era alto e de cabelos lisos e muito compridos, negros e lustrosos, e seus olhos brilhavam intensamente um verde-mar acinzentado. Era um dos noldor que recebia ensinamentos do sábio Olórin, o Maia, e dos Valar, os que mais admirava além de Varda eram Aulë e Ulmo. Mas Oromë também ele estimava muito, e com ele Fëaruin saía para caçar, assim como Celegorm, filho de Fëanor. E Oromë lhe deu Ninquënor, um grande cavalo branco, como presente. E quando atingiu a plena maturidade, Fëaruin desposou Helyanwë, uma das mais belas donzelas noldorin; com ela, teve em Valinor dois filhos, Ingolon e Maegnor, e mais tarde já na Terra-média nasceria Silmë, o seu terceiro filho.

Como todos os outros quendi naqueles tempos, vivia em tranqüilidade, e era amigo e parente dos filhos de Fëanor, sendo que tinha Maedhros e Maglor em maior estima, e de Fingolfin, com quem aprendeu grande parte do talento das armas e a ser corajoso, e com Finarfin, ele aprendeu que nem sempre devemos seguir os impulsos de nosso orgulho. Pelo sangue, poderia fazer parte do povo de Fëanor, mas preferiu escolher fazer parte do povo de Fingolfin, também seu parente, pois tinha mente e ideais mais parecidos com eles; e desses, era um dos mais poderosos entre os capitães do príncipe élfico, era amigo de Fingon; e Fingolfin aprovava mais a amizade de Fingon e Fëaruin do que a de seu filho para com Maedhros, amizade essa que, entretanto, era bem mais forte do que a de seu filho para com o filho de Nolwë. Mesmo assim, Fëaruin permaneceu ao lado de Fingon até que ele tombasse. Ele era amigo também de seu outro parente, Fëanor, e reconhecia a sua grande força, e com ele muito aprendeu, mas nele não confiava muito.

O tempo passou e depois que Melkor destruiu as Árvores e roubou as Silmarilli, Fëanor começou a Rebelião dos Noldor. Todos marcharam no começo, e com Fëaruin, da poderosa Casa de Fingolfin, não foi diferente. Relutante, o noldo partiu para honrar seu parentesco. Contudo, Nolwë, pai de Fëaruin, nunca aprovou sua partida, e a despedida dos dois não foi mais feliz do que a dor de dar adeus ao Reino Abençoado, pois Nolwë cria que o filho partia por delírios de grandeza, mas Fëaruin partia por não tolerar saber que seus parentes sofreriam tanto no futuro vindouro e que, se não partisse, seria impotente quanto a isso. Ora, ele sabia da força de Fëanor, mas as palavras do primogênito de Finwë não lhe causaram o devido efeito, e ele partia pesaroso. Entretanto, mais tarde, na Terra-média e em Aman, muitas canções falariam da coragem daquele guerreiro-élfico cuja valentia inabalável e nobreza de caráter sempre foram lendárias.



Última Atualização ( 06 de fevereiro de 2006 )
 
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